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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 114

Capítulo 114

Riley Black

Quando meu corpo finalmente desabou sobre o dele, Luca passou a mão devagar pela minha nuca, segurando-me contra o peito. Sua respiração ainda era pesada, mas havia uma calma estranha ali, como se só nesse momento ele conseguisse descansar.

— Você vai me matar um dia, Riley... — murmurou, beijando o topo da minha cabeça. — Mas, até lá, eu vou garantir que você nunca esqueça quem te fez mulher.

Fechei os olhos, um sorriso cansado escapando.

— Eu nunca esqueceria. Mesmo que quisesse.

Ele riu baixo, abafado, e me apertou mais forte contra si, como se me fundisse ao corpo dele.

Fiquei deitada no peito dele depois, a respiração aos poucos voltando ao normal. Ele passou a mão pelos meus cabelos, ainda com aquele olhar de quem guarda segredos demais para dividir, mas com a expressão de quem, pelo menos comigo, se permite esquecer por um instante.

— Você me trouxe de volta, Riley — murmurou. — E não sabe como eu precisava disso.

Ergui o rosto, encostei os lábios nos dele.

— Eu sei, Luca. Por isso fiz. Agora me diz uma coisa... Você disse que ninguém nunca me teria assim. Você ficou com receio que volte a acontecer o que aconteceu com sua mãe? Não sei se posso perguntar isso.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, como se o ar tivesse ficado mais pesado entre nós. O maxilar contraiu, os olhos se desviaram para o teto antes de voltarem para mim.

— Meu pai… — começou devagar, a voz baixa, mais grave que o normal — era o homem mais temido que eu já conheci. O melhor chefe da máfia que existiu. Mas agora eu descobri que alguém invadiu a casa dele e estuprou minha mãe. Você entende o que isso significa? Milhões de coisas passam pela minha cabeça.

Segurei o rosto dele entre as mãos, forçando-o a me encarar.

— Já parou pra pensar que você não existia ainda? — falei firme. — Você não sabe se ele era o melhor nessa época. Eu aposto que ele se tornou assim depois. Porque ninguém mais conseguiu nenhum acesso. Não coloque coisas na sua cabeça, Luca. A nossa casa é bem protegida.

Ele respirou fundo, os olhos queimando como se a raiva e o medo brigassem dentro dele.

— Eu não sei como reagiria se isso viesse a acontecer com você, Riley. Se alguém ousasse tocar em você… — a voz dele falhou por um instante, mas ele disfarçou com um sorriso torto. — Acho que o mundo acabaria.

Me encolhi contra ele, deitando outra vez no peito, ouvindo o coração dele bater forte demais.

— Não vai acontecer. — garanti. — E se algum dia tentarem, eu vou estar pronta. Você não tem noção quanta coisa aprendi na cadeia. Deveria é ter medo de mim. — Sorriu de leve.

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