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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 119

Capítulo 119

Rúbia

O choque me paralisou por alguns segundos. Eu ia levantar da cadeira, mas a mão firme de Derrick pousou sobre a minha coxa, pesada o bastante para me manter sentada. O olhar dele não me deixou dúvida: eu não devia me mexer. Muito menos levantar.

Foi ele quem ficou em pé.

— Quem te autorizou a falar com a minha noiva? — a voz dele cortou o ar, grave, cada palavra cheia de autoridade.

Meu ex riu nervoso, tentando se recompor.

— A Rúbia? — como se fosse um deboche, como se o nome dele ainda tivesse direito de ser ligado ao meu.

Tive receio dele complicar minha vida, agora que está tudo se encaminhando.

Derrick se inclinou para frente, lento, perigoso.

— Ajoelha… e peça desculpas para minha mulher por insinuar o nome dela ao seu numa mentira.

"Minha mulher?" Eu ouvi direito? Derrick falava com tanta autoridade que fiquei é curiosa pra saber o que ele faria.

— O quê? — ele arregalou os olhos, sem acreditar. — Como assim?

Foi a última palavra que conseguiu dizer antes de Derrick puxar a arma da cintura e disparar contra o joelho dele. — Coloquei a mão na boca.

O estampido ecoou pelo restaurante, mas ninguém gritou. Ninguém correu.

— Ah! Seu louco! Eu nem fiz nada!

O homem caiu no chão, gritando de dor, e eu percebi, de repente, que aquele lugar não era comum. Todos sabiam quem era o Consigliere sentado comigo. Não se importaram de alguém estar morrendo, continuaram comendo.

— Eu disse pra ajoelhar. — Derrick repetiu, impassível, enquanto o outro se contorcia.

Entre gemidos, meu ex se arrastou até ficar de joelhos, o rosto suado, desesperado.

— Perdão! Perdão, Rúbia! Pelo amor de Deus, me desculpa! Fala pra ele parar.

Derrick inclinou a cabeça, os olhos fixos nele como quem estuda um inseto.

— Eu já pesquisei sobre você. É um folgado que pegou uma nota dela emprestado. Não vale nada.

Provavelmente ele soube que esse era um folgado, que me sugava.

— Emprestado? — ele tentou argumentar, mas a mão firme de Derrick ergueu a arma de novo, e o cano negro apontado calou qualquer resistência.

— Pegou ou não pegou? Eu não entendi a resposta. Estou louco para ver como fica com dois joelhos estourados. Não vai andar nunca mais. — Derrick limpou a pistola no guardanapo da mesa.

— Alguém me trás um pano de chão. — Derrick ordenou.

Uma funcionária surgiu rápido, trazendo um pano de limpeza. Ele atirou o objeto no rosto do meu ex, que ainda chorava fazendo vexame.

— Saia. Mas se certifique de não deixar nenhuma mancha no chão, ou vou te procurar até no inferno. Limpa tudo que sujou. E se voltar a incomodar, morre.

Meu ex saiu se arrastando, tentando limpar o próprio sangue enquanto sumia pela porta, com o joelho estourado.

Derrick guardou a arma com a calma de quem acabou de terminar um jantar, não um tiro. Então voltou-se para mim, com aquele meio sorriso que me desmontava.

— Agora responde mais alto… casa ou não casa comigo? Porque é assim que resolvo as coisas. Não sou um cara bonzinho com quem é pilantra. Não tenho paciência, nem compaixão. Mas pode ter certeza... Ninguém ousará tentar te humilhar enquanto for a mulher de Derrick. Enquanto for minha. E uma vez minha, será pra sempre.

Eu senti o riso escapar, quente, verdadeiro, pela primeira vez em muito tempo.

— Caso. — respondi firme, erguendo o queixo. — Caso com você, Derrick.

A verdade é que o queria ainda mais agora.

Ele se inclinou, e antes que eu pudesse respirar, me beijou de novo. Um beijo forte, possessivo, que fez todos os olhares ao redor sumirem.

Naquele instante, não havia ex, não havia medo, não havia passado.

Só nós dois e a esperança de um novo futuro juntos. Eu estava ansiosa.

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