Capítulo 130
Riley Collins
Luca deixava exposto o comando no olhar, a forma como as mãos mapeavam o espaço e me mapeavam junto, como se cada passo dele fosse um decreto. Eu já conhecia esse ritual — ele não começa tocando; ele começa tomando.
— Levanta — a voz baixa, precisa.
Obedeci. Ele ficou à minha frente e, sem pressa, tirou a minha blusa como quem abre uma caixa de segredos que já lhe pertence. O tecido passou pelos meus braços e eu arrepiei inteira. Luca encostou a testa na minha, respirou fundo e sorriu de canto, sem doçura, com autoridade.
— Hoje você não pensa. Só sente. Entendeu?
Assenti. Ele inclinou o queixo, satisfeito, e desceu o zíper da minha saia com um gesto que descosturou qualquer defesa que ainda houvesse em mim. A saia foi puxada aos pés.
Fui puxada da cama. Voltamos a ficar em pé.
Ele me virou devagar, colando-me ao peito por trás, e suas mãos subiram pelo meu ventre, contornaram as costelas, voltaram à cintura. Eu soltei um suspiro abafado.
— Levanta as mãos — ordenou, guiando meus braços ao alto, cruzando meus pulsos enquanto os prendia com uma das mãos. A outra passeou devagar pela lateral do meu corpo, roçando onde me deixa mais elétrica, só para me sentir tremer. — Assim. Parada. Eu cuido de você.
O toque abandonou a pele por um instante e, na ausência dele, o ar pareceu frio. Ouvi o som do cinto, depois dos próprios passos, medidos, circulando-me. Ele parou à minha frente, me avaliando. O olhar de Luca, quando desce, é como fogo que anda.
— Você sabe onde eu gosto de te ouvir implorar — murmurou, aproximando os lábios do meu ouvido. — E eu vou te deixar pedir exatamente lá.
As mãos dele voltaram, firmes, e desataram meu corpo como quem desmonta um enigma pelo prazer de remontá-lo. O sutiã desapareceu; ele passou os nós dos dedos pelo meu colo com tanta lentidão que eu tive vontade de chorar. Depois, inclinou a cabeça e marcou a pele com a boca — não era um beijo doce, eram sugadas longas, mordidas miúdas, o tipo de carinho bruto que me deixa febril.
— Luca… — minha voz falhou.
— Silêncio, docinho — ele corrigiu, num sussurro quente. — Hoje você fala quando eu pedir.
A mão dele desceu, e o caminho que fez entre minhas coxas pareceu acender luzes por dentro. Ele não teve pressa. Deslizou com firmeza, achando o ponto exato onde eu perco o fôlego, e ficou ali, desenhando círculos lentos só para me ouvir reagir. Meu corpo respondeu sem pudor, buscando o ritmo dele, e ele sorriu — pude sentir, não vi — porque adora quando eu tento roubar o comando.
— Não — a voz veio mais grave. — Eu decido a velocidade.

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