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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 131

Capítulo 131

Riley Collins

— Braços no meu pescoço — ordenou.

Eu enlacei a nuca dele, e Luca mordeu meu ombro com força o bastante para me fazer arfar. Nossos peitos roçavam, suados, e a fricção me deixou tonta. Ele inclinava meu corpo num ângulo que arrancava faíscas; quando eu buscava acelerar, ele segurava — e quando eu cedia, ele me impelia com um impulso súbito que fazia o quarto desaparecer.

— Olha pra mim — repetiu. — Quero ver seu rosto. Sabe como eu gosto.

Eu olhei. E gemi um pouco mais. Ele percebeu. O sorriso dele foi de predador satisfeito. Uma das mãos subiu, tomou meu queixo, a outra desceu à minha cintura e apertou, guiando mais fundo, mais lento, depois mais rápido, até a razão virar som. Eu explodi num silêncio que só o corpo entende; Luca prendeu minha boca com a dele e bebeu meu gemido como quem assume até a minha respiração.

A pausa foi curta. Ele me deslizou do colo com cuidado e me virou de bruços, ajeitando minha posição sobre a cama. Com um toque no tornozelo, pediu minhas pernas mais afastadas; com a palma da mão nas minhas costas, me manteve baixa. O ar frio nos meus ombros contrastou com o calor dele atrás de mim. Ouvi o ruído do frasco que ele sempre guarda na gaveta — um óleo discreto, cheiro quase inexistente — e o primeiro roçar dos dedos dele onde a pele é mais tímida.

— Relaxa — sussurrou, firmando a mão na minha cintura. — Eu cuido.

Ele trabalhou com paciência ali, apenas o suficiente para me deixar pronta e arrepiada, sem ultrapassar o que não combinamos. Não houve pressa, não houve invasão: houve uma sensação insana de desejo.

— Vou te comer aqui... Bem devagar. Vou te deixar quente, Riley. Depois vou meter com tudo, do jeito que você gosta. — Ele falava enquanto preparava meu ânus, a boca colada à minha nuca, dizendo o quanto adora me sentir por inteiro.

— Você não sabe o quanto perco o norte quando você cede ao meu comando, o quanto sua entrega me enlouquece.

— Luca, você...

— Você não sabe o quanto é gostosa, Riley — confessou, num roçar de dentes que me desmontou. — O quanto eu penso nisso quando tô longe. O quanto te quero de todos os jeitos que existem. E como te quero bem.

Eu respirei fundo e respondi baixinho, pedindo:

— Vem Luca...

Ele atendeu a metade do que pedi e guardou a outra metade para depois — Luca gosta de me deixar esperando só o suficiente para o desejo crescer. Então me virou de lado, uma perna minha por cima da dele, o braço dele de travessa nas minhas costas. Essa posição sempre me deixa vulnerável e segura ao mesmo tempo — o corpo aberto para ele, o coração encostado no peito dele, como se pudesse me conter por dentro e por fora. O ritmo que ele encontrou ali foi feito de precisão: curtos, controlados, às vezes quase imobilidade, às vezes uma sequência rápida que me esmagava contra o colchão.

— Diz de quem você é — pediu, sem elevar a voz.

— Sua — respondi, tremendo.

— Mais alto.

— Sua.

— Sempre.

— Sempre.

Ele me trouxe até a borda de novo, e quando percebeu que eu ia atravessar, mudou tudo de lugar, só para me ouvir protestar. Riu, safado, e me pegou no colo como se eu fosse peso de papel. Me encostou no espelho do closet — a superfície fria nas minhas costas me arrancou um arrepio inteiro. Eu me vi, corada, os lábios entreabertos, e vi Luca atrás de mim, o olhar escuro, os tendões do pescoço marcados. Ele levou minha mão até o vidro.

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