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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 135

Capítulo 135

Riley Black

O ar ao redor do arco de rosas ficou mais pesado como se alguém tivesse virado a torneira do silêncio. Eu não esperava que uma tarde que começou tão suave virasse um vulcão em minutos — mas isso é a vida aqui: calma aparente sobre uma lava pronta para explodir.

Eu não deixaria ela falar assim comigo e achar que estava tudo bem.

Vi o rosto dela congelar por um segundo. O som foi seco; a pele dela encontrou meu punho. Tamy cambaleou, a mão indo instintivamente para o rosto. O choque no rosto dela era quase infantil — incredulidade e indignação aparentes — e ela reagiu como qualquer criatura ofendida:

— Você me bateu? — levou a mão ao rosto. — É isso? Você ousou me bater?

— Quem você pensa que é pra falar assim comigo? — Logo a coloquei no lugar. Tamy arfou.

— E você? É quem pra pensar que pode cuspir na minha honra. — Deu um passo a frente. A empurrei.

— Sai da minha frente. Vou levar a menina e a gente volta resolver. — Mal virei e ela atacou.

Tentou me agarrar, segurou meu vestido pela gola, eu empurrei e acertei outro golpe quando a mão dela tentou de novo. Eu tinha uma criança no colo, não deixaria me atacar com a Mia.

Derrick apareceu num segundo, a fera vigilante: os olhos estreitos, a postura de quem não admite desrespeito. Pegou Mia com naturalidade, como quem retira algo precioso de um campo de batalha, e ficou entre nós, pronto pra qualquer deslize.

— O que foi isso? — ele perguntou, a voz baixa, controlada, mas carregada. — Você ficou louca Tamyres?

Tamy endireitou-se, batendo a mão no rosto com um ar de ofendida.

— Ela me bateu. Só estou me defendendo. — Disse.

Ela tentou voltar a me puxar pela roupa e, sem pensar, dei outro soco que a derrubou no gramado. O vestido claro sujou-se de terra. Alguém prendeu a respiração. Haviam olhares que brilhavam com curiosidade, outros que mediam consequências.

— Que merda é essa? — ouvi a voz de Luca logo atrás de mim.

Tamy, deitada, ergueu a cabeça com ódio e fingida tristeza ao mesmo tempo.

— Tá vendo? Olha o que essa louca fez... — Ela olhou para Luca, como se convidasse a plateia a julgar. — É uma louca, me bateu primeiro! — cuspiu. — Olha só a descontrolada. Não sou obrigada a aturar agressão gratuita.

— Não é isso — cortei. — Você ousou dizer que o filho que eu espero não é do Luca.

Luca aproximou-se devagar, o corpo enorme preenchendo o espaço. A calma dele antes de reagir era sempre pior que a fúria: a digestão lenta do insulto potencialmente mais cortante que um grito.

— Como é? — perguntou ele, pausando, deixando as palavras pairarem entre nós. Havia uma demora calculada antes de tudo. Ele digeria cada sílaba. — É da minha esposa que você está falando?

Tamy emendou, rápido, tentando voltar atrás:

— Vamos, caralho! Vou autorizar Riley a atirar. — completou, e minhas pernas tremeram por um instante. A frase foi dita como uma possibilidade — e a possibilidade é uma arma que paralisa.

Tamy, aos prantos, percebeu o abismo e começou a implorar de verdade. A voz dela, antes arrogante, agora se encolhia em palavras:

— Não... por favor... eu não quis dizer aquilo... eu me expressei errado... por favor, não me mate, não quero perder minha família...

O arrependimento dela cheirava a sobrevivência. Eu a observei, o peito apertado. Ainda via nas palavras dela a intenção de ferir, mas também sabia que a família dela inteira estava armada e leal a Amercana — e eu não queria transformar a festa num fundo de guerra por causa de uma provocação estúpida.

Respirei fundo, abaixei a arma que havia puxado por instinto e me curvei um pouco, olhando para os olhos arregalados dela.

— Vamos fazer assim — falei, com a voz firme que precisava soar mais fria do que meu coração. — Eu te perdoo hoje. Pode levantar. Vai servir os convidados. Vai ser útil pra mim ver a sua cara sorrindo enquanto trabalha. Mas se voltar a me questionar, a desacatar, a insinuar sobre o meu filho — ou qualquer filho de alguém da minha família — na próxima eu não perdoo. Na próxima eu te mato.

Ela levantou-se como um fantasma, as pernas trêmulas, e jurou, entre soluços, que não faria mais nada.

Derrick com Mia no colo, murmurou que já ia levando a menina para dentro. Enquanto ele se afastava com a pequena, senti a mão de Luca pousar na minha cintura. Era um toque curto, reafirmando posse — ou proteção. Eu segurei o ar por um segundo e então formulei a pergunta que queimava dentro de mim desde o início da confusão.

— Foi você que contou pra Tamy daquele problema? — sussurrei, a voz baixa, exigente, tentando não chamar atenção.

Luca não respondeu de imediato. Fechou os olhos por um fio de segundo.

— Me responde Luca.

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