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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 139

Capítulo 139

Riley Black

Acordei assustada, o coração acelerado, perdi a hora hoje. O sol já atravessava as frestas da cortina pesada, iluminando o quarto. Estiquei a mão ao meu lado, e o espaço estava frio. Luca não me chamou. Ele sempre me acorda ultimamente, às vezes até cedo demais, mesmo que seja com aquele jeito seco e mandão. Mas hoje, nada.

Levantei depressa, lavei o rosto e ajeitei o cabelo. Eu me sentia atrasada para a vida, como se tivesse dormido além do que devia. Escolhi uma roupa confortável, mas elegante, e caminhei pelos corredores largos até meu escritório.

Como é bom não precisar usar o que outra pessoa escolhe...

Assim que girei a maçaneta e entrei, ouvi três batidas leves na porta.

— Senhora, trouxe seu café. — disse o mordomo do outro lado.

Abri e vi a bandeja impecável: xícara fumegante, frutas cortadas em cubos, pães pequenos, um pote de mel.

— Café? — arqueei as sobrancelhas. — Eu não pedi.

— Foram ordens do chefe. — ele respondeu, sem me encarar por muito tempo. — Assim que a senhora Black acordar e descer pra trabalhar, leve o café dela. — Imitou a voz autoritária do Luca.

Fiquei alguns segundos em silêncio, tentando entender. Luca mandando preparar café para mim? Isso não era dele. Ele não era homem de detalhes domésticos. Ultimamente as coisas vêm mudando por aqui.

Ainda não esqueci que ontem assumiu que me ama.

— Obrigada. — peguei a bandeja. — E onde ele está?

— Precisou sair, senhora. Mas logo estará de volta.

Assenti, fechando a porta. Coloquei a bandeja sobre a mesa, abri o computador para checar pendências, mas o cheiro do café me envolveu como uma armadilha. Meu estômago roncou alto.

— Nossa… — levei a mão à barriga. — Eu estava com bastante fome e nem percebi.

Comecei comendo um pão, depois um pedaço de fruta. A cada mordida, meu estômago parecia despertar ainda mais. O ronco aumentava, e eu ri sozinha, surpresa.

— Parece que você também está com fome… — murmurei, acariciando a barriga.

Continuei trabalhando alguns minutos, mas a sensação estranha não me abandonava. Era diferente de fome. Como um toque interno, suave dentro da barriga. Ondas discretas.

Levantei, inquieta, e fui até a sala onde as mulheres estavam com a Mia. Estava com saudades da pequena e já aproveitaria para tirar uma dúvida.

— Posso perguntar uma coisa? — falei, me aproximando de Irina, que embalava a bebê.

— Claro, senhora. — ela sorriu.

— Como é quando um bebê mexe na barriga? Estou com uma sensação e não sei se estou ficando louca.

O sorriso dela se abriu ainda mais.

— No começo, quando é pequeno, os movimentos são leves. Parece borboleta batendo asas lá dentro, sabe? Uma cócega boa, um carinho de dentro pra fora. Depois, quando crescem, vêm os chutes e os empurrões. Mas no início é mágico de um jeito e depois é mágico de outro, quase um segredo só entre mãe e filho.

Fiquei imóvel, absorvendo cada palavra. Então senti de novo: um leve roçar, um toque quase imperceptível. Minha respiração falhou.

— É isso… — murmurei, os olhos marejando. — Ele está mexendo.

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