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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 14

Capítulo 14

Riley Collins

Eu precisava respirar. Saí daquela sala me sentindo enjaulada. Aquele testamento… o nome de Luca… a cláusula sobre o herdeiro. Era demais para digerir de uma vez.

Virei o rosto discretamente pra ele e sussurrei:

— Preciso ir ao banheiro.

Ele assentiu com um movimento quase imperceptível e veio comigo.

Não deixou que ninguém me acompanhasse. Nem os seguranças. Ele mesmo caminhou ao meu lado até o fim do corredor longo, silencioso, que dava nos banheiros do andar superior da mansão.

— Fica aqui — falei baixo, antes de entrar.

Luca apenas encostou na parede de frente à porta. Mãos nos bolsos, sempre observando. Como se o mundo fosse uma ameaça constante.

Passei pela porta do hall, mas antes que eu entrasse no banheiro, ouvi uma voz familiar. Fraca, mas inconfundível.

— Luca… precisamos conversar.

Virei o rosto lentamente. Aquela era a voz da tal Tamy.

Ele não respondeu de imediato. Só se afastou da porta, como se fosse resolver alguma coisa longe de mim. Ouvi os passos.

Fiquei sozinha.

Fechei a porta do banheiro e, por instinto, travei.

Respirei fundo, lavei o rosto. Tentei não pensar na mulher que tinha acabado de aparecer. Na ex dele. No que estavam conversando.

Quando destranquei a porta e saí… Luca não estava ali.

E aí, como um fantasma do passado, Jackson apareceu.

Do nada. No meio do hall enorme, só eu e ele.

— Agora nós vamos acertar as contas… — ele disse, com aquele olhar sujo. — Você é uma vadia que deve ter se vendido para o Luca.

— Acertar as contas? — sorri sem humor. — É uma boa ideia. — Falei movendo o pescoço pra estimular os músculos.

Ele se aproximou. A mesma aura nojenta de sempre. Aquela que me enojava desde o início.

— Maldita. Você me traiu. Me enganou…

Ele ergueu a mão pra agarrar meu cabelo.

Mas ele não sabe quem eu sou agora. Principalmente com Luca garantindo a vida da Emma.

Me movi rápido, abaixando o corpo no momento exato em que ele tentou o toque. Segurei o pulso dele com força, girei, e torci o braço pra trás. O corpo dele se desequilibrou. Empurrei com o ombro, tirei seu centro de apoio e então, com a perna, dei um chute lateral bem na parte ferida da coxa — onde Luca o havia baleado.

Ele caiu com um grito rouco de dor.

— Vamos, Jackson! — gritei, a adrenalina subindo — Quando vamos acertar as contas, hein? Seu mentiroso, sem caráter. Nem acredito que me livrei de você!

Ele gemeu no chão, tentando entender o que tinha acontecido.

— Como… como conseguiu me derrubar?

— Me ameaçou.

Outro chute no joelho.

— E ainda teve a audácia de achar que me teria de volta?! Como sua esposa? É claro que eu escolheria Luca mil vezes.

— Você deu pra ele. Sua maldita. Era para ter ficado comigo. — Eu ri.

— É, eu dei. Vai fazer o que exatamente quanto a isso? — bati de novo.

Jackson grunhia de dor, os olhos arregalados de surpresa, como se nunca tivesse me visto daquele jeito.

Pois é. Nunca viu mesmo. Porque agora sou alguém livre. Pelo menos dele. Ainda teria que lidar com Luca, mas com ele a conversa era diferente.

— Se achava que ainda tinha algum poder sobre mim… acabou de descobrir que não tem nada.

Me levantei devagar, respirei fundo.

Ele ficou no chão, gemendo, cuspindo ódio.

— Avisa pro conselho e pra mamãezinha que da próxima vez que se aproximar de mim, eu não vou parar nas costelas.

Virei as costas, firme.

Mas antes de ir embora, olhei por cima do ombro:

— E mais uma coisa, Jackson… Você não perdeu pra mim. Você perdeu pra si mesmo. Seu fracassado.

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