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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 144

Capítulo 144

Luca Black

Semana passada chegou uma mensagem que cheirou a mentira mal contada: uma brecha num aplicativo que eu mesmo mandei dois daqueles analistas instalarem no celular da Tamyres. Uma mensagem perdida sem remetente e sem respostas:

— “Até que enfim me respondeu. Que merda! Passei por tudo sozinha. A gente não tinha uma parceria!? Eu consegui as imagens e você não fez nada. Se não aparecer ao evento pra gente conversar pessoalmente eu vou te entregar para os Black.”

Não havia número identificado do destinatário original — deu pau na rota de saída da mensagem no momento do envio. Isso me deixou com duas certezas: ela mentiu, e alguém tentou me enganar pra reagir no momento oportuno.

Faltava um nome. Pode ter sido um erro técnico ou alguém cortou o rastro de propósito. Tanto faz. O que importava é que alguém mentiu e tentou usar isso contra a minha casa.

Montei então uma armadilha simples e direta. O evento virou campo de prova: câmeras extras, posições marcadas, seguranças espalhados com ordens claras de só agir com meu sinal.

Eu queria ver a cara dela quando a mentira aparecesse. E deixei uma instrução seca: se ela apagasse vestígios ou fugisse, a trariam para conversar comigo — uma conversa que não teria tato nem piedade até que a verdade saísse. Essa puta seria torturada até a morte.

Não sei com quem estou lidando e achei até melhor ser longe da minha casa.

Não larguei a Riley desprotegida. Antes de diminuir a sombra do meu casaco, deixei o carro na garagem com o motorista que eu escolho pra dormir tranquilo, pedi a Derrick que ficasse a vinte metros do meu silêncio e mandei uma lista com pontos de emergência para a mulher que sabe como eu raciocino.

No salão do evento virei uma sombra cortando colarinho, observando. Planejei para que nada fugisse: câmeras comuns, dois homens de mimetismo que andavam de encontro com a plateia — não estava lá para a conversa, estava lá para resolver de uma vez essa merda. Vingança é um prato que se come frio.

Na primeira oportunidade de espaço liguei pra Derrick:

— Derrick. — Falei direto, sem rodeios.

— Alô, chefe. — Respondeu ele.

— Ela está com você? O carro está seguro caso queira sair? A segurança foi reforçada?

— Sim, chefe. Motorista experiente. Dois seguranças a mais. Eu mesmo fico a vinte metros.

— Escuta bem, Derrick. Se você cochilar e alguém chegar perto da minha mulher por causa dessa merda, eu juro que você vai se arrepender. — Falei baixo, sem teatralidade.

— Entendi, chefe. Tô aqui. — A voz dele tremeu um pouco, mas firme.

— Bom. Eu odiaria precisar procurar outro Consigliere ao enterrar você — Desliguei.

A ameaça era para garantir que ele entendesse: cuida da minha família ou morre, e eu resolvo o resto.

Tamyres era fácil de encontrar: sorriso alto demais, joelho batendo no ritmo que ela chama de “confiança”. Trabalha com barulho — sempre trabalhou — e fazia questão de ocupar o primeiro plano quando as fotos foram tiradas. Foi uma merda aparecer perto dela em algumas imagens. Pagaria pra apagarem depois.

O que me chamou atenção foi vê-la mandar recados para um número escondido numa sala reservada que eu controlava as câmeras.

Ela falava alto com o celular, ria ainda mais alto, como quem quer que todo mundo escute.

As mãos tremiam um pouco, os olhos procuravam confirmação nos outros, os dedos deslizando rápido pela tela.

Havia sinais suficientes para desconfiar: pressa no jeito, nervosismo nas mãos. Ela estava falando com o cúmplice e dessa vez eu não deixaria passar. Se estivesse enganado, ela me diria com uma faca na garganta.

Fui até lá com meus soldados.

E a brecha apareceu fácil — o telefone dela, estendido, com a tela brilhando na minha direção.

Deixei que meus homens fechassem a distância como se estivessem apenas reencaminhando o champanhe, cheguei por trás sem fazer cena. Dois passos e um gesto, e o celular dela estava entre meus dedos.

— AHHHH! SOCORRO!

Ela gritou, claro. Gente acostumada a vitrine não costuma ser tocada. Mas eu não ouvi o grito até porque meus homens calaram sua boca numa porrada.

Vi o nome que brilhava na tela quando abri a conversa — o nome do cúmplice, o traidor que ela fingia não ter.

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