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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 181

Capítulo 181

Riley Black

A festa já estava se desfazendo aos poucos, e o gramado agora tinha aquele ar calmo de fim de tarde — o tipo de silêncio que só vem depois de muita risada. Os balões ainda dançavam presos nas cercas, o vento brincava com os guardanapos esquecidos, e o cheiro do bolo ainda pairava no ar.

Theo estava com as bochechas vermelhas e os olhos pesando. Um aninho de vida e já tinha se comportado como um verdadeiro anfitrião. Peguei-o no colo, ajeitando a cabeça dele no meu ombro. Ele se aninhou ali, resmungando baixinho e brincando com meu colar.

— Cansou, meu amor? — perguntei, passando a mão nos cabelos dele.

Ele respondeu com um som indecifrável, algo entre um “hum” e um bocejo, depois apontou com o dedinho para o bolo, ainda na mesa.

— Já chega de açúcar, Theodore. — ri. — O Donzinho da casa precisa dormir.

Enquanto caminhava de volta para a varanda, notei algo que me fez parar por um instante.

Minha mãe estava lá, perto do velho mordomo — os dois conversando perto do aparador de prata, com taças de vinho branco nas mãos. A cena me chamou atenção porque… bom, era a terceira vez que eu via os dois assim. Perto demais. Conversando demais.

Ela ria, ele gesticulava com elegância. E, por um instante, parecia haver uma leveza ali que eu não via há anos no rosto dela.

Mas, quando me aproximei, os dois mudaram o tom.

— Filha! — disse minha mãe, rápido demais, guardando a taça na mesa. — Eu já ia me despedir. Está tarde, vocês precisam descansar.

O mordomo endireitou o paletó, num gesto automático, e pigarreou.

— Ah, sim. Eu... vou verificar a cozinha. Ver se está tudo em ordem antes da noite terminar. — E saiu, quase apressado.

Fiquei olhando pra ela, arqueando uma sobrancelha.

— Está rolando alguma coisa que eu não estou sabendo?

— Como assim, filha? — ela fingiu inocência, mas o sorriso denunciava.

— Ah, sei lá… — ajeitei Theo no colo, e ele esticou o bracinho na direção da avó, pedindo atenção. — Você e o mordomo estão muito... próximos ultimamente.

Ela riu. E o riso dela foi diferente — leve, sincero.

— Ah, Riley, não inventa. Ele é um homem educado, só isso.

— Educado, charmoso e vive dentro da casa… — completei, provocando. — Mãe, olha o perigo.

— Credo, menina! — Ela fingiu se escandalizar, mas não conseguiu esconder o rubor nas bochechas. — Ele é um homem vivido, sim, mas muito respeitoso. Só gosta de ouvir minhas histórias.

Theo deu uma risadinha alta, batendo palminhas como se entendesse tudo.

— “Tá tá tá!” — disse, apontando pra ela.

— Tá vendo, Theo também acha suspeito. — brinquei.

— Ah, vocês dois! — ela riu, balançando a cabeça. — Eu só estava contando sobre quando você era pequena. Ele achou engraçado o dia em que você subiu na mesa do jantar pra fazer discurso.

— Eu lembro desse dia. — ri, sentindo uma pontada de nostalgia.

Theo gargalhou de novo, e a gargalhada dele me fez esquecer qualquer cansaço.

Encostei o nariz no dele.

— Você é igualzinho ao seu pai quando ri.

— “Pa!” — ele respondeu, com um meio sorriso babado.

— Isso mesmo. Papai. — repeti, sorrindo. — E a mamãe acha que você já entendeu tudo.

Minha mãe observava em silêncio, os olhos marejados, mas o sorriso firme.

— Ele é lindo, Riley. E você… — ela hesitou. — Você está diferente.

— Diferente como?

— Mais... leve. — respondeu, simples. — Como se finalmente tivesse encontrado o seu lugar.

— É, eu encontrei. — murmurei, olhando Theo.

Ficamos em silêncio por um momento, só ouvindo o vento balançar as folhas.

Depois, ela suspirou.

— Acho melhor eu ir. Já está tarde.

— Dorme aqui. — falei de repente.

— O quê?

— Dorme aqui hoje, mãe. — insisti. — O quarto de hóspedes está pronto, e Theo adoraria acordar e ver você aqui.

Ela riu, um pouco nervosa.

— Não sei… Luca não vai se irritar?

— Claro que não. — respondi, confiante. — Ele gosta de ter você por perto. E, se não gostar, problema dele.

Theo, como se participasse da conversa, bateu a mãozinha no meu rosto.

— Você gosta da sua avó, né? — falei mole com ele.

— “Vó!” — balbuciou, orgulhoso.

— Ouviu isso? — falei, emocionada. — Ele te chamou, mãe.

Os olhos dela se encheram de lágrimas na hora.

— Chamou… oh, meu Deus, ele me chamou de vó!

Ela pegou o neto no colo, e Theo agarrou o colar dela, puxando com força.

— Ai, ai! — ela riu, tentando soltar. — Esse menino é forte!

— Força Black. — brinquei. — Nasceu com DNA de teimosia.

O mordomo reapareceu na varanda nesse momento, como se tivesse ouvido a conversa toda.

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