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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 24

Capítulo 24

Riley Collins

Acordei com o corpo ainda dolorido, mas minha mente estava estranhamente alerta. Não abri os olhos de imediato. A respiração ao meu lado me dizia que Luca ainda estava ali.

Ele estava deitado, mas inquieto. Talvez pensando. Talvez... vigiando. Quando senti seu corpo se afastar do colchão, mantive os olhos fechados e a respiração ritmada, fingindo ainda estar dormindo.

Ouvi seus passos pelo quarto. O barulho discreto da porta sendo entreaberta. E depois, o som abafado da voz dele ao telefone, no corredor. O tom era tenso. Direto.

— Como está Emma Collins? — precisei de muito autocontrole pra não levantar e estragar tudo. Mal conseguia acreditar que logo eu saberia da minha irmã.

Silêncio.

— O que está sugerindo? — ele questionou.

Nova pausa. Meu coração acelerou.

— Não duvido de nada. Mas faça o que for necessário. Eu irei pessoalmente hoje mesmo.

A ligação foi encerrada. Eu não pude mais me controlar.

Abri os olhos devagar e me sentei. A voz dele ecoava na minha cabeça. Emma. Meu Deus, Emma.

Quando ele entrou novamente no quarto, eu já estava sentada na cama, o lençol puxado até a cintura. Nossos olhares se cruzaram. O dele endureceu um pouco, como se soubesse que eu tinha ouvido.

— Me diz que vai me levar com você — falei devagar, tentando não soar tão desesperada como eu realmente estava — Por favor... “chefe”. Eu faço o que quiser.

Ele se aproximou, com passos lentos. Sentou na beirada da cama e segurou meu queixo com firmeza, me forçando a olhar diretamente em seus olhos.

— Não prometa o que não pode cumprir, docinho. Você precisa de repouso.

— Por favor. Me dê condições. Eu darei um jeito. Podemos negociar.

Ele soltou um suspiro e se afastou um pouco, como se estivesse lutando internamente com alguma decisão.

— Olha, Riley. Eu vou ser sincero com você. Pesquisei sobre ela, sobre o hospital, o internamento. O diretor conversou comigo, ele descobriu que Emma recebeu alta um mês depois que você foi presa. E não fez nenhuma maldita cirurgia. Porque nunca precisou de uma.

Meu estômago virou.

— Mas o médico disse! Jackson disse! Ele me prometeu. Disse que se certificaria de que ela teria tratamento, faria a cirurgia quando eu cumprisse a pena de um ano. O médico confirmou! — Fiquei quase sem ar.

— Te enganaram. — A voz dele era um misto de raiva e desprezo.

— Me enganaram? — soltei um riso forçado — Eu paguei caro, sabia? Não sei se reparou nas inúmeras cicatrizes pequenas que tenho pelo corpo. Lâmina de depilar, cigarro. Socos, chutes. Quanto tempo acha que levei pra aprender a me defender sozinha lá naquele inferno? Se Jackson fez isso... me desculpe, mas eu vou viver só pra acabar com ele.

— Pelo que investiguei, o Jackson comprou o médico pra te enganar. O tal doutor se aposentou logo depois de assinar a alta. Você ficou presa à toa, Riley. O que não me surpreende em nada. Eu cresci vendo ele mentir, nunca vai mudar.

Me levantei, sentindo as pernas bambas, mas cheia de raiva.

— Não pode ser... — sussurrei, tentando manter o equilíbrio. — Por que ele mentiria tanto? Eu passei um ano sem notícias dela. Pensando que minha irmã podia estar morta. Eu liguei para o hospital dessa casa a alguns dias. Me disseram que ela tinha piorado! É impossível.

— Eu verifiquei essa ligação — ele disse, cruzando os braços. — Os telefones daqui são monitorados. Mas aquele número que você usou? Não era de hospital nenhum. É da nossa casa de campo.

— Jackson anotou o número do hospital na minha mão. Eu decorei por um ano para o dia em que conseguisse saber dela. Agora está me dizendo que nem era do hospital? — bufei. Balancei a cabeça incrédula.

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