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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 31

Capítulo 31

Riley Black

A viagem de volta foi silenciosa. Do banco ao lado, Luca mantinha os olhos presos à estrada, mas eu sabia que sua cabeça estava em mil outros lugares. A dele sempre estava.

Assim que entramos pelo portão principal da mansão, Emma e Rúbia chegaram logo depois, em outro carro, e caminharam até a entrada com os olhos arregalados.

— Bem-vindas — disse, com um meio sorriso pra Luca não emplicar. — Essa agora também é a casa de vocês.

Emma olhou ao redor como se pisasse em solo sagrado. Mas claro, tudo ali era controlado, luxuoso, pesado demais pra ser casual.

— Uau — sussurrou Rúbia, quase sem perceber. — Isso é... surreal.

Conduzi as duas pela ala leste da casa, onde os quartos de hóspedes eram reservados. Mostrei a cozinha, o jardim interno, o salão de leitura, e alguns corredores que nem eu sabia pra onde levavam.

— Este aqui é o seu quarto, Emma. — Abri a porta. — E o próximo é o da Rúbia. Fiquem à vontade, por favor.

— Obrigada, Riley — minha irmã murmurou. Ela parecia pequena naquele espaço gigante, mas havia um leve brilho de curiosidade nos olhos dela, e isso bastava.

Desci de volta e fui até o hall principal. O mordomo, Ramon, estava à espera, como sempre. Alto, composto, expressão neutra.

— Ramon — chamei. — Gostaria que me entregasse as atribuições da casa. As ordens do dia, controle de pessoal, agenda de serviços. Quero ver tudo.

Ele hesitou. Por dois segundos. Depois, virou o rosto sutilmente em direção à outra porta, onde Luca acabava de surgir. Observei, certamente ele também estava fazendo o mesmo comigo.

Ele não disse nada. Apenas fez um gesto com a cabeça, confirmando.

Ramon então se curvou levemente para mim.

— Imediatamente, senhora Black. Estarei com tudo em mãos em alguns minutos.

Sorri de lado pra Luca não ver. A cada pequena concessão, eu me firmava um pouco mais no papel que ele me deu.

— Vou me trocar. Qualquer coisa, estou no andar de cima.

— Sim senhora.

Voltei para o corredor principal e levei Emma até o quarto de novo. Ela parecia cansada. O dia havia sido longo demais.

— Pode descansar. Em breve trarão algo pra você comer aqui, se quiser — disse, afagando seus cabelos antes de deixá-la.

— Obrigada, Riley.

.

Entrei no meu quarto e fechei a porta. Soltei o ar pela boca e comecei a tirar os brincos, mas antes mesmo de chegar ao espelho, ouvi a maçaneta girar.

Era Luca.

— Você não b**e? — perguntei, sem encará-lo.

— A casa é minha. — Ele fechou a porta atrás de si, mas seu tom não era provocador. Apenas… direto. — Nem sua é direito, e já te vi dizendo pra visita e empregada que era delas.

— É só maneira de dizer. É bom se sentir em casa. — Se aproximou.

— O que veio fazer aqui?

— Ia me trocar.

— Eu sei. Só queria saber se tomou o remédio.

O encarei. Se sabe porque perguntou?

— Tomei.

— Também vim te avisar que já estou providenciando um emprego pra Emma, fora da casa. Um lugar seguro, silencioso. Onde ela possa reconstruir a vida sem chamar atenção. Logo encontrarei um flat, também.

Virei para ele, surpresa.

— Obrigada. Isso significa muito pra mim.

Ele assentiu, um gesto sutil. Então, aproximou-se mais.

— Parou o sangramento? — perguntou, sem rodeios.

Pisquei. Ainda não me acostumava com a forma crua como ele lidava com as coisas. Mas não desviei.

— Parou. Como da primeira vez. Só… um pouco mais doloroso.

Era tarde 1

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