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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 39

Capítulo 39

Riley Collins

O silêncio dentro do carro era sufocante. Eu estava com raiva dele. Luca parecia incapaz de confiar em qualquer pessoa que não fosse ele mesmo. Sempre com essa mania de achar que está cercado de inimigos — até dentro da sua própria casa.

Eu queria defender a Emma, dizer que ela não é esse monstro que ele pinta. Mas… eu conheço Luca. Confrontar diretamente quando ele já está nesse humor é pedir para transformar um problema em guerra. Então respirei fundo e fiquei quieta.

Antes que eu abrisse a porta para descer, ele falou, com aquela voz baixa e cheia de autoridade:

— Não esqueça… aqui fora você é a senhora Black. A esposa do chefe. Um dos sócios da Amercana vai almoçar conosco porque quer te conhecer. Comporta-se a altura.

Virei para ele, surpresa.

— Você não me avisou — olhei para mim mesma — Estou vestida como uma senhora.

O canto da boca dele subiu num sorriso irônico.

— Ainda bem, né? Se eu tivesse avisado que a Tamy e o pai dela viriam, agora você estaria com aquele vestido preto só para me provocar. E acredite... não é o que quero pra hoje.

Meu sangue ferveu.

— Então é isso? Qualquer coisa que eu faça é só para te provocar? Você é ridículo, Luca. Nem tudo gira em torno de você, sabia?

Ele virou o rosto para mim devagar, e o ar dentro do carro pareceu ficar mais pesado.

— Cuidado com o tom. — Sua mão grande segurou meu queixo, obrigando-me a encará-lo. — Aqui quem manda sou eu. E você obedece.

Senti o coração bater mais rápido, mas não de medo. De raiva.

— Não sou uma boneca que você arruma para exibir. E também não acho que seja o tipo de monstro que pintei quando te vi. Não me ameaçaria a essa altura do campeonato, não é senhor Black?

— Se está falando da “irmãzinha” amada... sim, eu a enviaria para a China amarrada numa mala e com câmera dentro. Não perderia a oportunidade de ver o desespero dela.

— Você é horrível. Desumano!

Ele se inclinou levemente, a voz firme, sem espaço para debate:

— O pai da Tamy é um homem de extrema confiança… e ótimo para os negócios. Você vai agir como uma dama. Uma verdadeira esposa da máfia… ou eu vou te fazer pagar depois. Já viu que odeio aquela coisa que quer proteger, então fique esperta.

A ameaça ficou suspensa no ar, densa. Eu sabia que ele não estava brincando.

Saí do carro pelo lado oposto ao dele, ignorando a mão estendida.

Vi de canto de olho o leve endurecer da mandíbula de Luca quando percebeu que ficou ali, com o gesto no ar.

Adoro.

Mas, assim que chegamos perto da entrada e todos os olhares se voltaram para nós, ele agarrou minha mão. Eu não ousei puxá-la de volta. Não ali. Não na frente de todos. Ele seria capaz de me enforcar.

Eu sabia exatamente até onde podia ir.

Luca caminhava ao meu lado como se estivesse me conduzindo para algum tipo de ritual. Seus dedos envolviam minha mão com firmeza, e mesmo sem olhar, eu sentia o peso da sua autoridade.

Assim que entramos no salão, fomos recebidos pelo garçom que nos levou até a mesa reservada. Eu esperei o momento certo. Assim que Luca se acomodou e me puxou para sentar, deslizei o blazer comprido pelos ombros, com calma, como quem não tem nada a esconder.

A reação dele foi imediata. Os olhos se arregalaram, e eu quase pude ouvir a corrente elétrica que passou por ele.

— Que porra é essa? — sussurrou entre os dentes, inclinado na minha direção, enquanto eu arrumava o blazer na cadeira.

Mantive o sorriso educado para os poucos convidados já presentes, enquanto respondi baixo, sem virar o rosto, me inclinando até ele:

— É isso que acontece quando você não avisa sua esposa sobre quem estará presente num almoço que a convidou. Eu tinha me programado pra te seduzir seu tonto… Não imaginei que teríamos campainha.

— Riley veste essa merda agora.

— Eu até vestiria, só que aqui dentro é tão quente… — deixei a frase cair como quem não liga, passando a mão sobre a cintura exposta — mesmo com convidados, vou usar a saia longa, croped social… e a barriga de fora.

Ele respirou fundo, o maxilar travado, e por um instante senti o toque dos dedos dele sob a mesa, apertando levemente minha coxa — um aviso silencioso.

— Onde arrumou isso? Foi aquela vadia da sua irmã? — me irritei.

— Porque está falando assim dela? Esse croped eu arranquei uma parte de dentro de um vestido chique que estava incomodando e vi que combinava. Você está implicando a toa com a pobre Emma.

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