Entrar Via

Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 40

Capítulo 40

Riley Collins

Eu ainda estava em pé, o coração martelando no peito, quando Moretti soltou aquele “explêndido” e bateu palmas como se eu tivesse acabado de ganhar um prêmio de gala.

Explêndido? Passado no teste?

Teste de quê? Eu tinha acabado de dar quase um soco na cara da filha dele e ele estava… orgulhoso?

A confusão confundia minha cabeça enquanto ele gesticulava para que eu voltasse a sentar. Não olhou mais para mim. O sorriso educado permaneceu nos lábios dele, mas agora todo o foco estava em Luca como se eu não existisse.

— Então… — ele limpou a garganta e começou a falar sobre “rotas seguras”, “parcerias com o leste” e “garantir proteção contra certas famílias que andam se expandindo”. Palavras que eu já tinha ouvido de Luca, mas sempre com aquele cuidado de quem não quer me envolver demais.

Agora, era como se eu não estivesse ali. Moretti nunca mais desviou os olhos para mim. E Luca? Impecável, frio, absorvendo cada palavra como se estivesse numa reunião de negócios… o que, na verdade, era.

Eles conversaram mais um tempo, enquanto eu mantinha a postura e bebia meu vinho devagar, só observando. Quando a conta chegou, Moretti se levantou e apertou a mão de Luca com força.

— Cuide bem da sua dama, Luca. — ele disse, firme. — Ela tem mais coragem que muito homem que conheço.

Luca apenas inclinou a cabeça, sem sorrir.

— E você cuida da sua filha. Essa foi a última vez que tolerei os devaneios dela. Se houver próxima, já sabe como vou lidar com isso.

— Vou resolver isso. Fique tranquilo.

A saída foi rápida. Ele segurou minha mão o tempo todo, mas agora não era mais um toque de posse. Era aquele tipo de aperto que você dá quando está tentando manter a calma para não explodir.

Ele está irritado.

Assim que atravessamos a porta e nos afastamos alguns metros do restaurante, ele praticamente me puxou pelo braço, guiando-me até o carro como se eu fosse uma criminosa sendo levada para o interrogatório.

No banco de trás, a porta mal fechou e ele já segurou meus pulsos, prendendo-os no colo dele.

— Tem ideia do que fez? — a voz dele era grave, cheia de raiva. — Todos os olhares agora estão sobre nós. E sabe o que isso significa? Que cada desgraçado que quer se meter na herança do seu pai vai prestar ainda mais atenção em cada passo que você dá.

— Eu defendi meu nome. — rebati, tentando soltar as mãos. — E, até onde sei, você é quem vive dizendo que eu sou a senhora Black. Pois bem, agi como tal.

— Não. — ele se inclinou, o rosto a centímetros do meu. — Agiu como uma mulher teimosa que não entende que aqui nada é o que parece. Jamais deveria ter tirado o Blazer.

— Estava calor. Você não avisou que tipo de almoço teríamos, e depois eu vesti.

— VESTIU PORQUE ESTAVAM TE COMENDO COM OLHOS! — gritou.

— Tá, me desculpe. Eu só acho que esses caras devem respeitar a mulher do chefe simplesmente por ser a mulher do chefe. Não concorda comigo?

— Eles fazem esses testes aqui Riley. É pra saber se podem confiar. Normalmente, não me afetam diretamente, mas é bom evitar confusão. E hoje você me deixou irritado.

— Confusão? Irritado? Eu te deixei? — ri, irônica. — Você preferia que eu engolisse calada o que aquela cobra me disse? Ou se irritou porque morre de raiva quando alguém me olha?

Ele fechou os olhos por um segundo, respirando fundo, como se tentasse controlar algo. E então abriu de novo… só que agora o olhar era outro. Mais quente. Mais perigoso.

— Você me deixa maluco, Riley. — disse baixo, antes de puxar meu rosto e colar a boca na minha.

Foi um beijo duro, quase violento, como se quisesse me calar e punir ao mesmo tempo. Eu devia ter resistido. Devia ter empurrado esse louco, ignorante. Mas… não consegui.

A raiva e a tensão viraram outra coisa. Meus lábios responderam, a respiração ficou curta, e eu o beijei de volta com a mesma intensidade.

Ele soltou meus pulsos, mas não para me libertar. Apenas para enfiar a mão na minha nuca e aprofundar ainda mais o beijo, como se quisesse me marcar por dentro.

Quando percebi ele já estava com a mão por dentro da minha calcinha. Simplesmente não consigo resistir quando ele me toca.

Quando finalmente se afastou, os olhos dele ainda queimavam.

Não me provoque 1

Verify captcha to read the content.VERIFYCAPTCHA_LABEL

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Roubada no altar pelo chefe da Máfia