Capítulo 41
Luca Black
Soltei Riley devagar, deixando que ela recuperasse o equilíbrio sozinha, mas sem tirar os olhos dela nem por um segundo.
Não falei nada. Apenas caminhei à frente, com a mão nas costas dela, guiando-a até a entrada principal do shopping.
Escolhi a loja assim que avistei a vitrine. Uma das poucas em que eu sabia que o atendimento não me irritaria, mesmo o shopping inteiro sendo da minha família. Empurrei a porta de vidro e entrei primeiro, sentindo Riley hesitar atrás de mim.
— Não demora — falei baixo e firme. — E faz o favor de me mostrar todas as peças antes de levar. Não quero nenhuma surpresa depois.
— Tá.
A vendedora, uma loira elegante, nos recebeu com um sorriso reconhecendo meu rosto imediatamente.
— Senhor Black… — disse num tom cordial. — Que prazer vê-lo novamente. Como deseja que a sua esposa se vista?
Olhei para Riley.
— Ela vai escolher. — dei de ombros. — Só ajude a encontrar o que quer, a numeração… e que não seja vulgar.
A vendedora assentiu, mas eu continuei:
— Depois procure por um vestido. Preto, curto, sensual. Que tenha uma fenda e um decote. Esse eu faço questão que seja como mencionei.
— Claro Senhor Black.
Riley me olhou como se eu tivesse acabado de falar algo criminoso.
— O que é? — perguntei, impaciente. — Eu gostava do outro, mas aquela lá vestiu. Vou comprar um novo.
— Posso dar aquele pra ela então? — disse, claramente testando minha paciência.
— Não.
— Por quê?
Suspirei, olhando para o relógio.
— Riley… anda.
Ela bufou, mas seguiu a vendedora para os provadores. Eu me sentei num sofá de couro preto e esperei.
Minutos depois, ela saiu com a primeira combinação. E aí… eu reparei.
O tecido caía no corpo dela de um jeito que ressaltava a cintura fina. As curvas. Aquele maldito jeito de andar que, mesmo sem querer, provocava.
— Vira — ordenei.
Ela girou devagar, provavelmente pensando em me irritar mais.
Foi um erro dela.
A saia abraçava cada curva como se tivesse sido feita para ela. O tecido esticava sutilmente a cada passo, revelando a firmeza e o desenho perfeito daquelas pernas que eu conhecia bem demais. Quando ela parou para olhar outra peça, o movimento fez o quadril acentuar-se de um jeito que me tirou o ar.
A saia delineava cada centímetro da bunda.
Foi aí que minha mente traiçoeira começou a trabalhar. Imaginei minhas mãos substituindo aquele tecido, deslizando pela pele quente. Imaginei puxando-a para mim, inclinando-a só o suficiente para ter acesso ao que estava escondido. O gosto, o cheiro, o som que ela faria se eu a pressionasse contra a parede ali mesmo.
Pensamentos errados. Lugar errado.
Mas, pela primeira vez desde que entramos, não dei a mínima.
— Próxima — falei, tentando manter a voz neutra.


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