Capítulo 42
Luca Black
Minhas mãos firmes seguravam as duas pistolas, apontadas para quem ousasse dar mais um passo na direção dela.
Riley ainda tentava se soltar, o rosto corado, os olhos faiscando. Mas assim que me viu, parou de lutar. Eu já estava ali.
— Larga ela. Agora. — minha voz não subiu, mas o tom gelado fez dois seguranças da loja soltarem Riley como se ela queimasse.
Ela veio até mim sem dizer nada, ajeitando a saia.
Dei um passo à frente, mantendo a mira nas duas figuras que ainda tinham coragem de me olhar como se não tivessem feito nada demais.
— Vocês dois… estendam as mãos. Encostaram na minha esposa, não merecem mais mover nenhum dedo — ordenei.
Houve hesitação. Eu dei um único segundo. No próximo, uma das pistolas subiu de leve e o estampido ecoou pelo corredor. O vidro de uma vitrine estourou atrás deles.
— Eu disse… as mãos. — repeti.
Eles obedeceram, esticando os braços à frente, tremendo.
Dois tiros secos para cada um. Cada maldito que encostou nela. Os gritos vieram logo em seguida, abafados pelo choque geral.
Não eram tiros para matar, mas para marcar.
— Sempre que olharem para as próprias mãos, lembrarão que tocar na minha esposa tem preço.
Os olhares começaram a se espalhar. Murmúrios. O nome “Black” correu baixo pelo corredor.
E então veio a percepção geral — e visível — de que não era apenas Luca Black.
Eu era o Don. O dono do prédio. O homem que assinava a folha de pagamento de metade das pessoas dali.
A gerente apareceu correndo, o salto batendo no piso de mármore, pálida como papel.
— Senhor Black… isso foi um mal-entendido… — começou.
— Mal-entendido? — avancei um passo, vendo-a recuar. — Minha esposa foi barrada de entrar numa loja dentro do meu próprio shopping. Foi tratada como se fosse lixo. E dois dos seus homens encostaram nela.
Ela balbuciou desculpas, dizendo que não sabia, que havia sido um erro da equipe, que isso jamais aconteceria novamente.
— Você vai pedir desculpas a ela, aqui e agora. E vai pedir direito. — apontei para Riley.
A gerente virou para Riley, engolindo seco.
— Senhora Black… eu peço desculpas, de verdade. Foi uma falha grave…
— Mais alto. — interrompi. — Quero que todos aqui ouçam.
Ela repetiu, mais firme, e todos ouviram.
— Agora… — estendi a mão para um vendedor que tremia perto da porta — pegue o vestido que ela veio provar. Embale. Cobrado pelo valor original. Promoções não me interessam.
— Senhor, ela pode provar o que quiser. — A gerente disse.
— Claro que pode. A loja é dela. — Falei e Riley me olhou assustada.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Roubada no altar pelo chefe da Máfia