Capítulo 43
Luca Black
Subi as escadas devagar. Cada passo levava embora um pouco da raiva do shopping e da Emma, e trazia outra sensação — aquela expectativa que aperta o peito e acelera o sangue. O desejo.
A porta do quarto estava entreaberta. Empurrei e lá estava Riley.
Encostada na lateral da cama, com o vestido que eu havia comprado. O tecido preto abraçava cada curva como se tivesse sido moldado nela. A fenda lateral deixava a perna exposta até alto demais para ser inocente, e o decote… bom, o decote pedia problema.
Riley manteve os olhos nos meus enquanto eu fechava a porta.
— Mandou eu vestir, chefe… — disse baixinho, cheia de desafio.
Lentamente, tirei o paletó e o deixei sobre a poltrona. A gravata seguiu o mesmo destino.
— Eu mandei. Você obedeceu. Gosto disso.
Dei a volta na cama e parei bem na frente dela. Meus dedos passaram pelo tecido, do quadril até a cintura, sentindo o calor da pele por baixo.
— Esse vestido foi feito para você. — murmurei. — Mas acho que a melhor parte é saber que só eu vou ver o que tem por baixo.
Ela respirou fundo, como se quisesse manter a postura. Eu sabia que estava provocando. E ela sabia também.
— Luca… — começou, mas eu a interrompi.
— Não. Agora não é hora de falar. — inclinei o rosto, deixando minha boca perto do ouvido dela. — É hora de me mostrar o quanto sabe seguir ordens.
Minha mão desceu até a fenda do vestido, separando o tecido para expor mais pele. Senti o arrepio percorrer o corpo dela, e isso me fez sorrir.
— Sobe na cama.
Ela hesitou por um segundo, mas obedeceu. Nem sempre obedece.
Eu fiquei em pé, observando, deixando o silêncio pesar no ar. O vestido deslizou um pouco mais quando ela se acomodou sobre os joelhos.
— Agora, Riley… vai esperar exatamente como está. Não se mexe. — disse, já me afastando para pegar algo no armário. — E quando eu voltar, não vou ter pressa.
O olhar dela me seguiu, misturando ansiedade e curiosidade. E eu sabia que, naquele momento, ela estava tão no meu jogo quanto eu no dela.
Abri o armário devagar, sem pressa nenhuma, e peguei o que queria. O frasco de lubrificante estava frio na minha mão, um contraste direto com o calor que subia em mim. Caminhei de volta até a cama e o entreguei a Riley.
— Deita. — ordenei.
Ela se moveu, deslizando para trás, os quadris roçando contra o lençol, o vestido subindo mais. Aquele simples movimento me fez contrair a mandíbula.
— Tira a calcinha.
Riley ergueu os olhos para mim, o brilho no breu era puro veneno.
Cruzei os braços, mas não para parecer relaxado — era para conter a vontade absurda de arrancar o vestido dela e substituir a mão dela pela minha.
Meu desejo pulsava forte, denso, como se cada gemido abafado que escapava dos lábios dela tivesse um efeito direto no meu corpo. O sangue batia alto, pesado, e cada movimento dos quadris dela contra a cama era como um golpe certeiro na minha resistência.
Eu só observava. Cruel, paciente, pronto para saborear cada segundo. Mas dentro de mim… eu ardia.
A hesitação dela era o que alimentava meu sangue. O contraste entre desafio e submissão.
— Agora, Riley. Mais rápido — minha voz saiu firme, baixa, como um aviso.
Devagar, ela deslizou o zíper do vestido na lateral. O som pequeno me atravessou como se fosse um estalo dentro do peito. O tecido se abriu o suficiente para revelar mais pele, mas ela não tirou o vestido. Não precisava. Eu queria assim.
Estava de costas, os cabelos se espalhando pelo lençol.
Riley fechou os olhos, respirando fundo.
Apertei a mandíbula. Meus dedos se fecharam num punho involuntário ao lado do corpo. Eu queria rasgar aquele vestido, tomar o lugar da mão dela, mas não. Essa era a minha ordem. Mas repeti pra mim mesmo, o prazer tinha que vir dela, não de mim.
— Continua… — murmurei, a voz mais rouca do que eu gostaria de admitir.
Ela mordeu o lábio, a mão descendo devagar pela fenda aberta, encontrando a própria carne quente e molhada. Quando um suspiro escapou da boca dela, senti meu corpo inteiro reagir. O sangue pulsava forte, como se meu coração tivesse migrado para o baixo ventre.
A cada gemido abafado do toque escorregadio na boceta, a cada movimento lento de quadril que ela não conseguia evitar, o desejo em mim se tornava quase insuportável. Eu não era um homem acostumado a esperar, mas por ela… por essa cena… eu podia arder no próprio inferno, desde que continuasse ouvindo o som do prazer dela preenchendo meu quarto.

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