Capítulo 44
Luca Black
Riley deixou o frasco cair no colchão. Os dedos dela já estavam molhados, brilhando, deslizando pela pele. O vestido a moldava como uma segunda pele, mas a fenda aberta me deixava ver tudo.
Ela tocava o próprio corpo com insegurança no início, e até isso começou a me tirar o juízo, mas bastou um gemido mais gostoso escapar de sua boca para se entregar e me deixar louco. O quadril dela se arqueava contra a cama, o vestido subindo cada vez mais, até quase não cobrir nada.
— Caralho...
Meus músculos estavam tensos, duros como pedra. Eu não piscava. Só via os dedos dela, o jeito que ela respirava, o som suave que se transformava em suspiro.
— Isso… — murmurei, a voz arranhada. — Continua.
O som dela encheu o quarto. Um gemido mais alto, quase um pedido disfarçado. O quadril dela se moveu mais rápido, os olhos cerrados, o corpo pedindo o fim.
Eu queria esperar. Queria ouvir cada grito, cada respiração quebrada, vê-la se contorcer, perder o controle. Mas quando ela arqueou as costas, a mão deslizando mais fundo, e um gemido escapou como se fosse um grito contido, quem perdeu o controle fui eu.
Arranquei a camisa primeiro, sem cuidado. A gravata já estava no chão. Soltei o cinto num movimento só, a fivela batendo no piso. Minhas mãos foram rápidas, furiosas, despindo-me como se cada peça fosse um obstáculo entre nós.
Eu precisava tê-la.
— Luca… — ela gemeu, a voz falhando. — Eu…
Subi na cama antes que terminasse. Segurei o pulso dela, mas não tirei a mão dela de onde estava. Queria ver. Queria sentir ela explodir tão perto de mim, sua respiração falha, seus sussurros. Inclinei meu corpo sobre o Riley, deixando meu peso esmagar o colchão, o calor do meu corpo colado ao dela.
Ela ofegava forte, a boca aberta, perdida entre o prazer e a surpresa de me ver despido e tão perto.
— Você é tão gato, seu maldito.
— Me chame de chefe.
— Vá se ferrar... Chefe. — Sorri com gosto. Como resistir a essa Riley ousada? Não consigo.
— Termina. — rosnei contra a boca dela. — Quero ouvir.
E ela terminou. O grito que veio da garganta dela me atravessou inteiro. Riley estremeceu debaixo de mim, o corpo arqueado, os dedos ainda pressionando o próprio prazer enquanto eu a prendia no colchão, beijando seu rosto, seu cabelo.
— Luca! — gritou, a voz embargada, rouca, implorando. — Eu sinto desejo... Como podemos? —
Nesse instante, não havia mais jogo, não havia mais paciência. Só meu desejo desenfreado, bruto, pronto para tomar o lugar da mão dela.
Peguei o frasco de novo. Derramei mais lubrificante na palma da mão, espalhei entre os dedos e depois nela, deslizando devagar por sua boceta, abrindo espaço para mim. Riley respirava rápido, o corpo ainda tremendo depois do orgasmo, mas os olhos em mim diziam que queria mais.
— Preciso ter você por inteira Riley. Na primeira vez não te desejava nem um pouco do que desejo agora. Prometo que vou devagar, e se machucar você avisa.
— Tudo bem. Eu também quero.
Me posicionei entre suas pernas, segurei firme em sua cintura e, com calma, entrei. Devagar. O calor dela me envolveu como um choque, e precisei morder o lábio para não gemer alto.
— Porra… — arfei, a respiração falhando. — Tão apertada.
Ela fechou os olhos, os lábios entreabertos, mas estava quieta demais. Não do jeito que eu esperava.
— Riley. — murmurei contra sua boca. — Está tudo bem?
— Sim… — ela disse baixinho, a voz fina, quase um suspiro. — Pode continuar.
O desejo me dominava. O corpo dela envolvia o meu com tanta força que me enlouquecia. Beijei sua boca para tentar controlar meu desejo de fodê-la como eu queria.
Deitei ao lado dela, o braço jogado sobre os olhos, tentando controlar a respiração, sentei parcialmente e olhei pra ela. Parecia perdida, confusa, e nem se mexeu.
— Está com dor?
Foi então que percebi. O lençol estava bem manchado, havia mais sangue nela e em mim do que da última vez. Muito mais.
Meu peito apertou. Virei para ela num segundo, assustado.
— Riley. — minha voz saiu grave, dura. — Você deveria ter me mandado parar. Porque fez isso?
— Eu não quero ser frígida, Luca. Você já disse algumas vezes isso. Não quero ser a frígida traída.
— Calma. Me desculpa. Você não é frígida, só tem um corpo diferente. Eu vou chamar o médico de novo. — Fui levantar, mas ela segurou meu pulso.
— Não. Eu tenho vergonha. Ele já disse o que eu tenho, só precisamos tentar até tirar essa virgindade cheia de problemas.
— Não. Eu vou ver com ele pra marcar a cirurgia. Assim você não sofre mais.
— Luca, se alguém souber vão zombar de você como Don. Ninguém sabe dessa minha condição. Se isso vazar, vão dizer que não foi capaz. Eu não quero.
— É, pode ocorrer. Só que ninguém vai saber. E quem zombar morre.
— Só espera, tá? Podemos tentar outra vez.
Respirei fundo. Garota tola.
— Vamos tomar um banho. — Falei, porque não queria mais falar sobre isso.

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