Capítulo 53
Riley Collins
Meu coração batia na garganta, mais alto que qualquer barulho da casa. Eu ainda sentia a frieza metálica da arma deslizando pela minha pele, misturada ao calor bruto do corpo de Luca contra o meu.
Ele estava furioso, e não havia nada mais perigoso do que ser o alvo da raiva dele. Mas, ao mesmo tempo, nada mais me deixava tão viva. Eu tentei respirar, mas o ar parecia preso entre meus lábios.
— O que ia me mostrar?
— É que eu… pesquisei umas coisas diferentes no notebook… — confessei, a voz trêmula, como se uma parte de mim quisesse morrer de vergonha e a outra de desejo. Ele parou por um segundo, o silêncio preenchido apenas pelo som da nossa respiração. Então riu baixo, um riso carregado de deboche.
— Pesquisou o quê, Riley? Fala. Ou eu enfio essa arma mais fundo até você cuspir a verdade.
Eu tremi, sentindo o frio do metal escorregar pela minha cintura até quase entre minhas pernas. Meu coração parecia prestes a explodir.
— Eu… eu só queria saber… como… como satisfazer um homem.
— Como satisfazer um homem? — ele repetiu devagar, mordendo a palavra como se fosse um insulto.
— É...
— Você acha que não me satisfaz, Riley? Hein?
— Eu… eu faço o que posso… — minha voz saiu quebrada. — Mas eu queria mais. Queria… melhorar. Sei que anda estressado por causa disso.
— Esse sou eu Riley. Ninguém me vê sorrir por aí a toa. Precisa de um ótimo, um excelente motivo pra isso. Não crie ilusões. Vou continuar estressado.
— Acho que posso te deixar melhor.
Ele me virou de frente, segurando meu rosto com brutalidade. Os olhos escuros faiscavam, e o sorriso que surgiu não era gentil. Era perigoso.
— Então me diz. O que exatamente você leu? Vai, abre essa boquinha de puta curiosa. Quero ouvir da sua boca.
Minhas bochechas queimavam, a vergonha me consumia.
— Eu vi que… eu já faço algumas coisas… boquete… masturbação… — hesitei, desviando o olhar.
Ele agarrou meu queixo e me obrigou a encará-lo.
— Continua. E olha pra mim enquanto fala.
— E… e entre os seios… mas eu pensei que não dá… eles são pequenos… — a voz falhou.
Ele riu, baixo, colando a arma de novo contra meu pescoço.
— Você se subestima, Riley. Mas ainda não ouvi o que você realmente está escondendo.
— Então me mostra, Riley. Abre esse notebook e me mostra o que você leu. Agora.
Minhas mãos tremiam quando peguei o aparelho sobre o criado.
Abri, liguei, e a aba ainda estava lá. Ele puxou a cadeira, se sentou e me fez ficar de pé à frente dele. Os olhos percorriam a tela, depois voltavam para mim. Um sorriso lento se abriu em sua boca.
— Então é isso. — ele murmurou. — Você quer que eu te coma por trás. Quer sentir o meu pau no teu cuzinho apertado, é isso, Riley?
Meu corpo inteiro queimava. Eu queria negar, mas meu silêncio foi suficiente para ele interpretar como confissão.
Luca puxou meu pulso e me colocou de joelhos no chão, entre suas pernas. A pistola agora estava apoiada na mesinha, mas ainda perto. Ele levou minha mão até seu pau, fazendo-me massagear por cima da bermuda fina.
— Antes de pensar em novas formas, prova que sabe usar as antigas. Mostra o quanto você me quer.
Obedeci, puxando seu pênis devagar. Ele não tirou os olhos de mim, nem por um segundo. Deslizei a boca até a glande, sentindo o gosto metálico da antecipação. Ele gemeu baixo, a mão pesada se apoiando na minha nuca.
— Isso… — murmurou, a voz rouca. — Você pode ser uma vadia curiosa, mas é minha. Só minha.
Continuei, alternando sucção e língua, lembrando de cada detalhe que ele gostava. A respiração dele ficou mais pesada, o corpo rígido sob minhas mãos. Quando senti que estava prestes a gozar, ele me puxou pelo cabelo, me fazendo levantar de novo.
— Chega. — disse, respirando fundo. — Isso eu já sei que você faz bem. Agora… — ele me empurrou contra a cômoda, virando meu corpo e pressionando meu quadril para frente. — Agora eu quero ver se você tem coragem de ir até o fim com a sua pesquisa.

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