Capítulo 55
Riley Collins
— A mão dele desceu até minha cintura e apertou, firme, encaixando meu corpo onde ele queria. — Eu vou conduzir. Você me segue.
O primeiro movimento foi mínimo, quase nada, e mesmo assim meu corpo acendeu inteiro. Era um tipo de queimor que, respirado do jeito certo, virava calor.
Senti um pouco de dor quando ele me puxou firme e meteu seu pau dentro de mim.
— Hm.
— Respira. No começo dói um pouquinho. Vê se aguenta. — Ele colocou a mão por baixo de mim e mexeu no meu clitóris. Esfregou devagar, me dando prazer.
A dor, antes uma linha fina, começou a se dissolver no pulso da vontade. O olhar dele não me soltava através do espelho; era um juramento sem palavras de que eu estava segura, ainda que nas mãos de um homem que não costuma poupar ninguém.
— Fala comigo. Tá gostando? — mexeu o corpo dentro de mim — Tá sentindo eu te comer todinha?
— Sim. — confessei, surpresa com a própria voz. — É como… uma onda pequena de dor, e uma sensação intensa de prazer.
— Deixa crescer. Ainda não entrou inteiro. Quando encostar você vai sentir mais prazer. — Ele conduziu o movimento seguinte com a precisão de quem lidera uma dança. — Boa garota. Assim.
— AHHHH! OHHHH!
Minhas mãos buscaram a borda da mesa ao lado, os dedos escorregando na madeira. Ele tirou minha mão e a levou à sua. Entrelaçou nossos dedos num gesto que nunca me acostumo a receber.
— Aqui. — disse, firme. — Eu guio. Pode gemer, docinho. Quero te ouvir gemendo no meu pau. Você nunca gemeu.
— Ahh! Luca!
— Isso. Geme pra mim. Agora me chama de chefe. Me pede pra te comer aqui atrás...
— Ah chefe... Mais forte! Eu quero mais forte. Muito forte.
— Caralho. Que delícia. Você é gostosa demais. Apertada em todos os buracos.
— Agora, me diz. — Ele inclinou o rosto, tão perto que o nariz dele roçou o meu. — É gostoso?
— É… — A palavra saiu quebrada, mais som do que fala. — Chefe…
— Fala direito. Tá gostando de dar o rabo?
— É gostoso, chefe.
— Quanto?
— Muito.
Ele riu baixo, não de deboche — de satisfação.
Nunca o vi ri assim. É um safado. Não posso rir, mas quando está excitado ele ri.
O ritmo mudou, não mais cauteloso como quem testa cerco, mas decidido como quem ocupa território. Minha coluna arqueou sozinha, a respiração virou uma sequência de pedidos que eu não sabia formular, e ele entendeu cada um.
— Você pesquisa, me provoca e depois treme desse jeito… — O tom dele ficou mais escuro, mais meu. — Diz o que você quer que eu faça, Riley. Quer deitar na cama? Quer que eu te coma mais devagar?
— Conduz. — pedi, num fio. — Do seu jeito.
— Meu jeito é intenso.
— Eu sei. Mas estou gostando.
— Você confia?
— Confio.
Ele me virou, praticamente me jogou na cama, ajustou o ângulo, e foi como se uma chave girasse por dentro. O pequeno desconforto que ainda restava diluiu num calor profundo que subia pelos nervos como se tivesse nascido ali.
Um som escapou de mim — baixo, feio, verdadeiro — e ele travou o maxilar num orgulho silencioso.
Agora ele olhava pra mim com luxúria. Mexia o corpo por cima. Chegou a passar a língua na minha boca.
— Aí. — ditou, satisfeito. — É assim que eu gosto de ver uma mulher. Sempre gemendo.
A mão dele firme, o comando da voz, a cadência crescente. Eu falava fragmentos, às vezes só o nome dele, às vezes só a respiração virada em reza. Ele respondeu com comandos curtos, cada “assim”, cada “boa garota”, cada “olha pra mim” colocando minha cabeça no lugar exato entre rendição e vontade.
— Eu venci?
— Venceu a única guerra que me interessa quando estamos assim. — Ele apagou o monitor com a pesquisa e empurrou o notebook para longe, como quem fecha um capítulo. — A que você luta contra você mesma.
O frasco ainda estava sobre a mesinha. Ele pegou e guardou, como quem assina um acordo. Depois me ergueu com facilidade e me sentou no colo, minha testa no ombro dele, sua mão desenhando círculos lentos na minha coluna na cabeceira da cama.
— Foi… — procurei a palavra. — Foi incrível.
Ele mordeu de leve a minha mandíbula, um afago bruto.
— E amanhã, quando o mundo voltar a tentar me matar, eu vou lembrar disso aqui e, por meia hora, não vou querer matar ninguém.
Eu ri baixinho, o riso batendo no peito dele.
— Só meia hora?
— Não abusa da sorte, Collins. — O jeito como ele disse meu sobrenome me arrepia sempre. — Anda, vamos dormir.
Ele recolheu a arma, travou, guardou. Me deitou com cuidado raro e encostou a boca na minha testa de novo, duas vezes, como uma assinatura.
— Dorme. — ordenou, mas a voz não vinha dura. — Amanhã eu resolvo a porra dos problemas. Você resolve o resto.
— O resto?
— O que vamos pesquisar depois. — Ele sorriu, escuro e bonito. — E, Riley…
— Obrigado por ter descido.
Fechei os olhos com um sorriso idiota que eu nunca deixaria ele ver. Senti o colchão ceder quando ele se ergueu, o barulho familiar do banheiro, a água curta desta vez. Quando voltou, apagou a luz e deitou de lado, uma mão pesada e quente encontrando minha cintura.
— Boa noite. — murmurou contra minha nuca.
— Boa noite, chefe.

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