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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 59

Capítulo 59

Riley Collins

O carro parou diante do prédio da empresa que viemos mais cedo. Eu já desci no impulso, com o coração batendo forte, mas não estava sozinha. Três homens de Luca me acompanharam, em silêncio, atentos a cada detalhe ao redor. Um deles abriu caminho na recepção e anunciou:

— Estamos procurando pela senhorita Emma Collins.

A recepcionista se remexeu na cadeira, nervosa.

— Ah… sim… houve um… um problema. Está no segundo andar.

Subimos pelo elevador, os corredores cheios de portas iguais, funcionários cochichando, olhares curiosos nos seguindo. Foi difícil encontrá-la. Cada sala parecia igual, cada corredor um labirinto. Até que um alvoroço nos guiou.

Vozes discutiam no fim do corredor. Vários funcionários estavam reunidos diante de uma porta cinza.

— Não conseguimos entrar! — reclamava uma mulher. — Ela se trancou por dentro com a chave!

— Mas os equipamentos de EPI estão aí! Como vamos trabalhar?

Respirei fundo e me aproximei.

— Por favor. — pedi licença, empurrando a pequena multidão. Cheguei diante da porta e bati de leve. — Emma? Sou eu, Riley. Abre a porta, sou eu.

Silêncio.

— Emma, abre, por favor. Eu estou aqui. — insisti, mais firme.

Do outro lado, ouvi passos hesitantes. A maçaneta girou devagar. A porta abriu só uma fresta, e então Emma surgiu, os olhos vermelhos, rosto molhado de lágrimas. No mesmo segundo, ela se jogou nos meus braços.

— Eu tô com medo! — soluçou.

Eu a abracei com força, passando a mão pelas costas dela como fazia quando éramos pequenas.

— Tá tudo bem agora. Eu tô aqui. Respira. Respira comigo.

Ela tremia. Quase não conseguia falar.

— Ele tava aqui, Riley… o Walter.

Meu sangue gelou.

— Walter? Mas como?

— Sim. — ela chorou mais. — O Walter, nosso padrasto. Ele trabalha aqui. E não é qualquer coisa, não… tem cargo alto. Eu não posso com ele de novo, Riley. Eu não posso! Dá um jeito nisso.

Eu a afastei só o suficiente para olhar nos olhos dela.

— Onde você encontrou com ele?

— No corredor… ele veio por trás, me segurou pela cintura. — soluçou. — O mesmo jeito nojento de sempre.

— Tá bom. — acariciei o rosto dela. — Eu vou resolver.

Fiz sinal para dois dos homens de Luca.

— Fiquem com ela. Não deixem ninguém se aproximar.

Eles assentiram, firmes. Eu respirei fundo e segui em frente, perguntando discretamente a alguns funcionários onde encontrava “o senhor Walter”. Um dos seguranças veio comigo. Não demorou muito.

Ele estava na sala de supervisão, de frente para uma grande mesa de reuniões. Um homem de terno escuro, cabelo grisalho bem penteado, sorriso fácil no rosto.

Assim que entrei, ele se levantou.

— Riley Collins? — a voz dele era polida, quase calorosa. — Que bom te ver, pequena. Você está linda!

Cruzei os braços, tentando não vacilar.

— Então é você irritando minha irmã de novo? Não aprendeu nada?

Ele sorriu mais, como se estivesse numa brincadeira.

— Emma fez um escândalo. Coitadinha, ela sempre foi assim… tão nervosa. Mas é exagero dela. Eu só a cumprimentei.

Minha raiva queimou.

O CEO 1

O CEO 2

O CEO 3

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