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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 62

Capítulo 62

Luca Black

Riley ainda tremia, os olhos marejados, o rosto pálido. Ela queria correr atrás da irmã, mas eu já tinha decidido que não era a hora. Emma precisava ficar sozinha.

— Riley. — chamei — Vai pro jardim. Respira um pouco de ar fresco. Você não precisa trabalhar mais hoje. Deixe sua irmã no quarto.

— Mas eu—

— Não discute comigo, docinho. — aproximei-me e toquei de leve o ombro dela. — Só uma volta. Deixa que eu cuido do resto.

Ela hesitou, olhou para cima, tentando segurar as lágrimas, depois assentiu devagar. Vi a decepção e a dor em cada movimento dela quando atravessou a sala e desapareceu pela porta lateral. O barulho da porta fechando deixou a casa em silêncio de novo.

Suspirei e encostei as mãos na cintura, voltando meu olhar para Derrick, que esperava imóvel como uma sombra.

— Quero um relatório completo do Walter. — disse firme. — Telefones, contas, mensagens, o que ele comeu no café da manhã na última semana.

Derrick assentiu sem uma palavra.

Andei de um lado para o outro. — E mais. Descobre quem levou aquela mulher até o meu portão. Ela não veio sozinha.

— O senhor suspeita que foi armado? — perguntou.

Eu o encarei de lado, sem humor.

— Suspeitar é perda de tempo. Tenho certeza. Aquela mulher não sabe nem encontrar uma campainha. Como diabos aparece do nada na minha grade, gritando o nome da Riley, justo no mesmo dia em que Walter é expulso da empresa? — passei a língua pelos dentes, a mandíbula travada. — Isso é alguma estratégia. É alguém tentando atacar Riley.

Caminhei até o bar e servi um copo de uísque. O líquido âmbar brilhou na luz suave da sala. Virei de uma vez só. O álcool queimou a garganta, mas clareou os pensamentos.

— Walter não tem força pra tudo isso sozinho. — continuei, deixando o copo na mesa com força. — Alguém está protegendo ele. Talvez dentro da empresa. Talvez alguém de fora. Alguém que tenha influência.

Derrick pigarreou, chamando atenção.

— Chefe… — estendeu um celular extra, já conectado ao sistema de rastreamento. — Um dos números do Walter recebeu ligação hoje cedo. Número mascarado, mas caiu no mesmo servidor que políticos da região usam.

Sorri de lado, frio, um riso sem graça.

— É isso. O desgraçado não é só um supervisorzinho. Tem gente maior por trás.

Derrick aguardou em silêncio, mas eu via nos olhos dele a mesma conclusão que fervia na minha cabeça. Continuou acessando várias coisas no sistema.

Me aproximei da janela, abri um pouco a cortina e encarei o jardim. A sombra de Riley caminhava lá fora, cabisbaixa, o corpo pequeno entre as luzes discretas que iluminavam o caminho de pedras. Tudo nela gritava fragilidade, mas eu sabia que ela não era.

— Eles querem usar a irmã dela, Derrick. — falei baixo, sem tirar os olhos da Riley. — Querem destruir a confiança, separar as duas. Só não sei se a Emma está junto nessa, ou é apenas uma peça do tabuleiro que se perdeu.

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