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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 65

Capítulo 65

Luca Black

Decisões são tomadas no silêncio, mas ecoam no caos.

Quando vi Riley diante daquela mesa, calando a boca de homens que passaram metade da vida achando que sabiam mais que todo mundo, percebi que não poderia ter feito escolha melhor.

Minha mãe sempre gostou de reclamar que eu não dava espaço, que queria fazer tudo sozinho. Pois bem, agora ela teria sua desculpa para descansar: Riley assumiria parte do peso.

Eu não faço concessões, faço substituições.

E Riley estava pronta, mesmo sem perceber.

Despedimo-nos dos acionistas. O ambiente estava pesado, cheio de olhares atravessados, mas ninguém ousou abrir a boca depois do que presenciaram. Amélia, claro, não se conteve. Caminhou ao meu lado pelo corredor do restaurante, os saltos dela ecoando como tiros no mármore.

— Luca, você enlouqueceu. — murmurou, a voz baixa possessiva. — Uma garota sem preparo nenhum, CEO? Você confia nessa mulher?

— Uma garota que já sabe mais dos relatórios do que você leu em anos. — retruquei, seco. — E que não vai me atrasar com dramas de aposentadoria.

Ela me olhou como se tivesse levado um tapa. Mas aprendeu, cedo demais, que discutir comigo em público nunca foi boa ideia. Apenas ergueu o queixo, guardou o veneno para depois.

Não me importei. O nome Black nunca precisou de unanimidade, apenas de respeito.

.

No carro, ao lado de Riley, mantive o silêncio até chegarmos em casa. Ela ainda parecia atônita, mas eu não recuei. Quando quero algo, nem Deus move.

— Eu preciso trabalhar.

— Se cuida. — Estranhei o jeito dela, fiz apenas um aceno com a cabeça.

Assim que a porta da mansão se fechou atrás de nós, já puxei o celular.

— Derrick. — minha voz saiu firme. — Reúna os homens. Hoje à noite, invadiremos a mansão dos Mendez. Nenhum sobrevive.

Do outro lado da linha, meu consigliere não fez perguntas. Apenas respondeu:

— Já estava esperando por isso, Don. Organizei a maior parte.

— Ótimo.

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O cair da noite sempre foi o meu disfarce favorito.

No subsolo da mansão, o arsenal estava disposto como um altar da guerra. Rifles M4, AK-47, pistolas Glock, Desert Eagle, facas serrilhadas, explosivos plásticos cuidadosamente embalados. Nada daquilo era exibicionismo. Cada peça tinha um propósito, um destino.

— Carros? — perguntei.

— Quatro SUVs blindadas, duas vans discretas. — Derrick respondeu, organizando as anotações no iPad. — Uma leva a primeira equipe pela frente, outra pela lateral. As vans ficam de apoio para retirada rápida.

Passei os dedos sobre a carabina M4 antes de entregá-la a um dos homens.

— Silenciadores em todos os rifles. Não quero alarde antes da hora.

A preparação seguiu como uma orquestra. Homens enfiavam munição em carregadores, conferiam rádios, testavam miras noturnas. Eu mesmo abri minha maleta de couro: dentro, duas pistolas Beretta personalizadas, gravadas com o brasão Black. Frio contra a pele, peso conhecido.

Riley apareceu na porta do arsenal, os olhos arregalados, mas não disse nada. Apenas observou. Por um instante, nossos olhares se cruzaram. Eu não precisava explicar: aquilo era meu mundo. E, agora, indiretamente, o dela também.

— Fique em casa. — ordenei, colocando o coldre sob o paletó preto. — Amanhã terá muito trabalho para você.

Ela apenas assentiu. A inteligência dela está justamente em não discutir quando sabe que não há espaço.

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A mansão dos Mendez ficava em uma área isolada nos arredores da cidade, cercada por muros altos e seguranças armados. Uma fortaleza para os olhos comuns, mas para mim era apenas outro tabuleiro.

Chegamos em comboio, luzes apagadas, pneus mastigando a terra seca. A lua iluminava o suficiente para distinguir os contornos da propriedade.

Derrick desceu primeiro, usando binóculos de visão noturna.

— Quatro homens na guarita principal, mais dois patrulhando os fundos. — informou. — Câmeras em cada canto.

— Cortem a energia. — ordenei.

Um dos meus especialistas já se movia com destreza. Em minutos, as luzes da mansão piscavam até apagarem. O breu engoliu a fortaleza.

— Agora é só escuridão. — Derrick sorriu de canto.

As equipes se dividiram.

A primeira SUV, liderada por mim, atacaria a entrada frontal. A segunda faria o cerco pelos fundos. As vans ficariam de prontidão para suporte.

Levantei a mão, dando o sinal.

Invasão nos Mendez 1

Invasão nos Mendez 2

Invasão nos Mendez 3

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