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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 72

Capítulo 72

Luca Black

O ar pareceu se comprimir no escritório. O rosto dela mudou. Não havia mais a garotinha assustada. A máscara caiu, e o ódio apareceu.

— Ela também te enganou. — cuspiu, a voz carregada de veneno. — Nada é como parece. A Riley é falsa!

Meu maxilar travou. Mas economizaria o stress.

— Me conta. — Minha mão coçava pra meter bala nela, mas algo me dizia que ambas foram enganadas.

Ela se aproximou um passo, tremendo, mas não de medo. Era raiva, pura e crua.

— Foi ela quem planejou meu acidente. — cuspiu. — Ela queria me vender pro meu padrasto, chefe. Pro Walter!

Senti o sangue ferver, mas fiquei calado, deixando que despejasse o veneno.

— Hm. E como sabe disso? Aliás, como tem tanta certeza? Porque até onde sei, ela te tirou das mãos daquele fulano.

— Tirou pra poder ganhar dinheiro com isso depois. Longe da minha mãe. Eu já descobri tudo.

— Chegou a ver Riley com algum dinheiro? Porque a conheci e a forcei a transar comigo. Ela só aceitou por sua causa. Só casou por sua causa. Talvez eu devesse... Te agradecer?

Ela desviou o olhar. Talvez ela nem saiba o que diz.

— No dia em que acordei no hospital, Walter estava lá. — a voz falhou por um segundo, mas se firmou logo. — Disse que veio me buscar, que agora tinha condições de cuidar de mim e da minha mãe. Que nos manteria em casas separadas, como se isso apagasse o que ele já tinha feito, como se eu quisesse ser usada por ele de novo. Eu entrei em pânico. Riley não estava. Eu nem sabia o que tinha acontecido.

As mãos dela tremiam, e ela passou uma delas pelo cabelo, nervosa.

— Continue. O que aconteceu depois?

— Eu gritei. Jackson apareceu e tirou ele de lá. Pagou a conta e me pediu pra esperar. Ele daria um jeito no Walter. Depois voltou e me contou: foi uma pessoa chamada Riley quem me negociou com o Walter. Ele só veio porque Riley chamou. E vi que estava sozinha. Não poderia confiar mais nela. Jackson nem conhecia minha irmã, nem eu.

— Tá me dizendo que acreditou nele? — perguntei, os olhos cravados nela.

— Eu não tive escolha! — rebateu, a voz quebrando. — Eu tinha medo do meu padrasto. Jackson me ofereceu ajuda. Não era ruim pra mim… não como ele. Não me forçou. Eu… me acostumei com ele.

— Então era ou é, amante do meu irmão...

Marionete 1

Marionete 2

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