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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 76

Capítulo 76

Riley Black

Ele estava parado diante de mim, no batente da porta, braços cruzados e aquele olhar que nunca abria espaço para dúvida. Luca não falava como quem propõe, falava como quem decide.

Estava inquieto. Eu conhecia os sinais: o cigarro esquecido no cinzeiro, a mandíbula travada, os olhos queimando em silêncio. Luca não era homem de disfarçar desejos, e ainda menos de reprimi-los. Quando veio até mim, já não havia espaço para recuos.

— Riley… — murmurou, a voz rouca, baixa, como se cuspisse a verdade engasgada. — Está complicado pra mim assim. Porque você não faz a cirurgia que o médico propôs?

Meu coração disparou. Eu sabia exatamente o que ele queria dizer. O hímen estrelado sempre nos atrapalhava. Cada tentativa era dor para mim e frustração para ele. Só que Luca nunca aceitava derrota.

— Cirurgia? — repeti, tentando ganhar alguns segundos, como se o eco da palavra pudesse mudar o sentido dela.

Ele avançou um passo, a sombra dele cobrindo o chão até os meus pés.

— Para resolver isso. — gesticulou com a mão, impaciente. — Esse maldito hímen estrelado. Está complicado pra mim assim. Eu quero você inteira.

O rosto queimou. Eu sabia que ele detestava ter que me poupar durante nossas noites, que odiava o fato de eu travar com dor sempre que tentávamos avançar. Ele queria mais. Queria tudo.

Baixei os olhos, sem coragem de encará-lo.

Mordi o lábio, hesitante, antes de soltar:

— Mas… — respirei fundo, a voz vacilando. — Se quiser sexo, podemos fazer como na última vez.

A lembrança me deixou vermelha, mas não retirei a frase. Foi sincera. E ele, claro, riu. Aquela risada baixa, rouca, que arrepiava minha pele sempre que vinha carregada de sarcasmo.

Ele me encarou, e eu percebi a faísca nos olhos dele quando entendeu a sugestão.

— Anal? — perguntou, encostando os lábios no meu ouvido, a respiração quente. — Você sabe provocar, docinho. É tentador…

O arrepio percorreu minha espinha.

— Ah, é?

— Você é boa. — disse, aproximando-se até ficar a centímetros de mim. — Boa mesmo. Mas como é eu quem manda aqui, vai ser do meu jeito.

Seu dedo ergueu meu queixo, forçando meu olhar a encontrar o dele.

— Que jeito?

— Eu tenho tanta vontade… — ele roçou os dentes na minha pele. — Tanta vontade de comer a sua bocetinha…

Um gemido escapou da minha boca antes que eu pudesse me conter. O corpo respondeu antes da mente. Luca sorriu contra meu pescoço, satisfeito, e enfiou a mão por dentro da minha calça com a naturalidade de quem não pede licença. Os dedos firmes deslizaram pela minha pele, tocando fundo, explorando.

— Você sente como eu te quero? — ele murmurou, mordendo o lóbulo da minha orelha. — Como eu estou quase perdendo o controle de tanto precisar de você?

Meus joelhos amoleceram. Apoiei-me nele, arfando, enquanto a mão dele fazia o que queria comigo.

— Luca… — suspirei, tentando encontrar ar.

— Shhh… — ele interrompeu, a voz firme, sedutora e cruel ao mesmo tempo. — Não fala nada. Só obedece.

Os dedos dele se moveram em um ritmo que me deixava zonza, a respiração presa no peito. Era tortura e prazer, mistura perigosa que só ele sabia dosar.

— Eu poderia te comer agora, aqui mesmo. — sussurrou contra meu ouvido, empurrando o quadril contra o meu para que eu sentisse o quanto estava duro. — Mas não. Eu não quero mais atalhos. Não quero improvisos. Eu quero você inteira.

Minha mente explodiu em desejo e medo.

Ele retirou a mão de dentro da minha calça de repente, me deixando vazia, trêmula. Segurou meu queixo com força e me obrigou a encará-lo.

— E como sou eu quem manda… — disse firme, cada palavra um tiro. — Vou te levar a uma clínica. Um lugar onde ninguém nos conhece. Vamos sumir por uns dias.

Engoli em seco.

— O que acha? — ele insistiu, o olhar fixo, sem dar brecha para recusa.

Eu hesitei. A primeira coisa que me veio foi a menina. A bebê.

— Mas… e a bebê? Podemos levar? — perguntei, com esperança.

O rosto dele fechou de imediato, duro como pedra.

— Riley. — disse baixo, mas tão frio que me gelou o sangue. — Eu não quero adotar criança.

— Puxa… — murmurei, surpresa demais para discutir.

De repente, Luca segurou minha cintura e me puxou contra ele, a ereção dele me pressionando forte. Sua boca roçou a minha orelha.

— Mas agora… — a voz baixa, sedutora, perigosa. — Vem comigo.

Apertei os lábios, sem conseguir responder.

— Arruma umas coisas. — ordenou. — Vamos para outro país. Ninguém vai descobrir que operou.

Meus olhos ardiam, mas eu apenas assenti.

— Tudo bem. — falei baixo. — Então eu vou me arrumar.

Ele sorriu, satisfeito, e mordeu meu pescoço antes de me soltar.

— Boa garota. — sussurrou. — Vai.

Entrei no closet, as pernas trêmulas, o corpo ainda latejando pelo toque dele. Eu sabia que isso poderia acontecer uma hora ou outra.

Ele é homem, tem seus desejos. Talvez não tenha gostado muito do último improviso. Mas fazer o quê? Era melhor resolver isso de uma vez.

Peguei a mala, comecei a dobrar roupas, cada peça um pedaço de mim sendo guardado ali. O vestido que ele gostava, lingeries que eu sabia que o deixariam louco, jeans, blusas. O automático do corpo contrastava com o redemoinho da mente.

Do lado de fora, ouvi o som do isqueiro dele, o estalo metálico que sempre vinha antes da tragada pesada. Imaginei-o na sacada, olhando a cidade como se fosse dono dela. E de mim.

Fechei a mala e respirei fundo. Quando saí, ele estava exatamente como imaginei: cigarro entre os dedos, olhar fixo no horizonte.

— Pronta? — perguntou sem me olhar.

Assenti.

Ele apagou o cigarro, virou-se para mim e sorriu com aquela certeza absoluta de quem nunca precisa ouvir “não”.

— Então vamos. O avião está pronto.

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