Capítulo 78
Luca Black
A noite descia lenta sobre os Alpes. Do alto da varanda do hotel, o horizonte se dissolvia entre neve e escuridão, como se o mundo inteiro fosse feito de gelo e silêncio. Apoiei o braço contra o batente da janela, cigarro aceso entre os dedos, assistindo as luzes da cidadezinha piscarem ao longe.
O dia tinha sido longo, cheio de verdades duras e lágrimas. Riley ainda carregava nos olhos o peso do que ouviu sobre a irmã. Eu conhecia essa expressão — a mistura de dor e incredulidade. Mas também conhecia meu papel: era eu quem segurava as rédeas, quem decidia quando ela podia sangrar e quando ela precisava se recompor.
Traguei fundo, o gosto amargo do cigarro me ajudando a segurar a fúria que ainda latejava em mim. Emma. Jackson. Aquela combinação venenosa. Eu podia mover montanhas para proteger Riley de inimigos declarados. Mas lidar com traição vindo de dentro — do sangue dela e do meu — exigia outro tipo de brutalidade.
Apaguei a brasa no cinzeiro e fiquei ali, de costas para o quarto, até ouvir a porta do banheiro abrir.
O cheiro do sabonete neutro veio primeiro, limpo, suave. Depois, o som dos passos dela contra o carpete. Virei devagar, e o ar me prendeu no peito.
Riley saiu nua, ainda com pequenas gotas de água escorrendo pela pele, o cabelo úmido grudado nos ombros. Não me olhou. Foi direto até a mala menor, abriu o zíper e começou a revirar seus itens de beleza. O ar-condicionado tinha deixado o quarto na temperatura certa, aconchegante, e ela parecia à vontade — natural como se fosse dona daquele espaço.
Era essa naturalidade que me matava. O jeito como ela caminhava sem pensar, como sentava na beira da cama para passar creme nas pernas, como prendia o cabelo em um coque frouxo enquanto conferia um espelho pequeno. Cada gesto era inocente — e, ao mesmo tempo, cada curva do corpo dela era uma provocação.
Fiquei ali, observando, e meu corpo reagiu sozinho. O pau duro, latejando contra a calça, pedindo por ela. A tensão que carreguei o dia inteiro encontrou seu ponto de fuga.
Ela terminou de se ajeitar e deitou de costas para mim, puxando o edredom até a cintura. O contraste do lençol branco contra a pele dela era um convite.
Passei a mão pelo cós da minha calça, como se tentasse aliviar a pressão, mas só piorei. Soltei um palavrão baixo, arranquei a camiseta pela cabeça e deixei cair ao lado. Peguei discretamente o lubrificante da mala e deixei sobre a mesa de cabeceira. Depois, desabotoei a calça, puxando-a junto com a cueca, até ficar livre.
Aproximei-me devagar, me deitando atrás dela. O calor do meu corpo encostou nas suas costas, firme, possessivo.
— Está mais calma? — perguntei, deslizando a mão até a cintura dela.
— Sim. — respondeu baixinho.
Beijei seu ombro nu, roçando a barba curta contra a pele delicada. Empurrei o quadril para frente, fazendo meu pau duro se encostar na bunda dela, pressionando, pedindo passagem.
— Sente como estou? — murmurei contra o pescoço dela.
Ela respirou fundo, tremendo sob o meu toque.
— Sim, eu senti. Está bastante excitado.
Sorri contra a pele dela, deslizando a mão da cintura até os seios. Acariciei primeiro devagar, depois com mais firmeza, sentindo os mamilos enrijecerem sob meus dedos. O corpo dela reagia a cada movimento meu, como se tivesse sido feito para isso.
— Você me deixa assim, Riley. — sussurrei, beijando a linha do maxilar dela. — Sempre no limite.
Minha mão desceu pela barriga dela, explorando cada curva, até alcançar a virilha. Passei os dedos por cima da pele macia, sem pressa, sentindo a respiração dela acelerar.
— Vai me dar o cuzinho hoje, Riley? — murmurei, a voz cheia de desejo e ameaça. — Estou excitado demais. Preciso sentir prazer no seu corpo. Me diz que posso comer aqui...
Levei a mão até o meio da sua bunda e encontrei o buraco.
Ela gemeu baixo, quase imperceptível, mas empinou melhor a bunda contra mim. O gesto dizia muito, mas eu queria mais do que gestos. Eu queria a palavra.
— Tá gostoso safada?
— Tá gostoso chefe... Aiiii.
Enquanto massageava o clitóris, beijei a nuca dela, cada beijo mais molhado, mais faminto. Meus quadris pressionavam, roçando, deixando claro o quanto eu estava duro e pronto.
— Você é uma delícia. — disse baixo, firme, como um juramento. — E amanhã, depois dessa cirurgia, não vai ter mais nada entre nós. Nenhuma barreira. Só eu dentro de você, como sempre deveria ter sido. Vou te pegar todos os dias. Vou invadir aquele escritório e te comer lá dentro.
— Aiiii.
Ela gemeu alto dessa vez, empinando ainda mais, obediente. Meus dedos se moveram mais rápido, pressionando o clitóris, fazendo o corpo dela reagir como fogo sob minha mão.
— Boa menina. — murmurei, mordendo a orelha dela. — Continua assim.
O calor entre nós era insuportável. Cada ordem minha era seguida sem resistência, e cada resposta dela era música para o meu controle.
Fiquei ali, tocando-a, excitando-a até sentir que o corpo dela não aguentava mais.
Porra! Mulher gostosa do caralho!
A respiração dela era ofegante, as pernas tremiam. Então parei, retirei a mão devagar e segurei firme sua cintura, a boca encostada no ouvido dela.
— Mas hoje… — falei rouco, mordendo de leve a pele. — Vou comer esse cuzinho até você gozar de novo pra mim.

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