Capítulo 79
Luca Black
O quarto estava mergulhado numa penumbra quente, só a luz suave da luminária marcando sombras pelo teto. O ar-condicionado mantinha a temperatura confortável, mas dentro de mim havia um incêndio que só Riley era capaz de acender.
Ela gemia baixo, obediente, os quadris empinados, a bunda perfeita contra o meu corpo. Minha mão segurava firme a cintura dela, enquanto a outra descia para brincar no ponto que eu sabia que a fazia perder a razão.
— Boa menina. — pus a boca no ouvido, quente e cruel. — Se abre pra mim. Vou comer seu cu.
— Caramba... Você não mede as palavras...
— Pra quê? É o que eu sou, Riley. Um mafioso safado louco pra comer seu rabo. Agora abre bem e fica quietinha gemendo pra eu ouvir.
Ela obedeceu, como sempre. Um ajuste de quadril, uma oferta sem palavra e estava entrando no seu cuzinho apertado. Eu mantive uma mão firme na cintura, guiando, e com a outra desenhei círculos preguiçosos bem onde a fazia perder o fôlego. O som que saiu da garganta dela foi alto, e eu tive que morder o ombro para não rir de satisfação.
— Está gostando, safada? — a pergunta veio como provocação e sentença.
— Sim, chefe… — mais alto do que ela queria, mais baixo do que eu merecia.
— Quero ouvir direito. — pressionei mais, ditando o ritmo. — Quem manda?
— O senhor. — arfou. — O senhor manda.
— E o que você faz quando eu mando?
— Eu obedeço.
— Ah! Caralho de cu gostoso! Então fica assim. — encostei o peito nas costas dela, minha boca de novo no pescoço. — Empinada pra mim. Não se mexe até eu dizer. Não foge do que sente. Me dá tudo.
Ela se arqueou mais, perfeita. Eu segurei firme, encaixei meu corpo ao dela e a tomei por trás como queria, profundo o bastante para arrancar um grito que pareceu tremer as paredes do quarto.
Nada de pressa: avancei no tempo que me apetecia, o meu, marcando cada investida com o mesmo compasso dos meus dedos no ponto sensível que eu já não soltava. O contraste a incendiava — força atrás, precisão na frente.
— Olha como você me recebe. — rosnado baixo, entre dentes. — Feita pra mim.
— Luca… — ela perdeu o ar no meu nome, e eu a corrigi com um beijo duro.
— Chefe. — exigi.
— Chefe… — veio quase um choro. — Por favor…
— Por favor o quê?
— Não para.
Sorri. Acelerei. O corpo dela começou a tremer, a cama a reclamar, e o som dos gemidos ficou alto demais para suíços educados, o que me divertiu mais do que deveria.
— Vai. — ordenei no ouvido dela, meus dedos trabalhando com crueldade doce. — Quero você desmoronando na minha mão. Me dá seu orgasmo, Riley. Quero te ouvir gozar com meu pau no seu cuzinho.
Ela quebrou bonito. Primeiro, um arquejo; depois, a perda de controle como eu gosto — quadris tentando fugir do excesso, mãos agarrando lençol, perna vacilando. Eu a segurei inteira, dono do corpo e do tempo, e mantive o ritmo só o suficiente para que a onda não acabasse de uma vez. Depois, reduzi. Prêmio e punição no mesmo gesto.
— Boa. — beijei o cabelo preso num coque torto que fiz, e desfiz o coque com uma mão. — Mais uma.
— Eu… não… — ela tentou dizer que não aguentava, mas a voz mentia enquanto o corpo pedia mais.
— Mais uma. — repeti. — Porque eu mando.
Soltei a cintura e passei o braço por baixo dela, puxando-a até a beirada da cama. Girei seu corpo devagar, deitando-a de costas pro colchão, onde eu pudesse ver cada expressão. As pernas caíram inertes para fora do colchão e eu as ergui pelos tornozelos, abrindo espaço, expondo minha mulher para a minha loucura. O desejo que ardiam.
— Assim. — afirmei, e só a voz já fazia o trabalho de um laço. — Olha pra mim. Vou começar de novo. Aguenta?
— Sim chefe.
Riley obedeceu. Olhos marejados, boca aberta, cor nas bochechas. Peguei o frasco no criado, deixei o óleo lubrificante escorrer na palma e aqueci nas mãos antes de levar de volta para onde importava. Não precisava — ela já era a própria febre —, mas eu gosto do luxo de exagerar quando é comigo.
— Respira. — pedi, não por gentileza; como ordem — Quero ouvir.
Entrei nela novamente, agora de frente, agora vendo o que eu queria ver: o choque do prazer estampado sem vergonha, a reverência do corpo ao meu, o pedido mudo que se transforma em confissão sonora quando eu começo a me mexer. O som que ela fez me quase tirou do prumo.
— Olha só você… — minha voz ficou mais grave. — Gemendo como se tivesse esquecido que o mundo existe. Toda minha.
Bb— Do senhor… — ela devolveu, e o jeito que disse “do senhor” me feriu de tão bom.
— Safada!
Apoiei um joelho no colchão e a segurei pelas coxas, angulando como eu queria. A mão livre voltou a brincar no ponto que acende os fogos; os olhos não saíam dos dela, e eu vi exatamente quando a segunda onda começou a subir. A respiração ficou curta, os dedos dela se abriram num gesto de quem se rende, e um “ai” saiu como se fosse reza.

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