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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 86

Capítulo 86

Luca Black

No jantar, ninguém dizia absolutamente nada. E Emma levantou rapidamente. Certamente arrumaria as malas.

Riley estava calada. Quando subimos, ela vestiu um pijama bem fechado e deitou virada para o outro lado.

Tirei a roupa e deitei perto dela. Que saco, agora vou ter que esperar quase um ano pra ter essa mulher do jeito que eu gostaria.

— Riley...

— Hm.

— Marquei o obstetra para de manhã. Vamos sair daqui às nove. — Ela virou um pouco o corpo me olhando.

— Então você vai?

— Vou. Precisamos ver como está e o que podemos fazer. Quantas semanas tem, exatamente...

— É só contar da noite anterior ao casamento. Foi naquele dia. — suspirou — E pensar que não senti nada além de dor e humilhação.

— Quer sentir agora? — levei a mão no seu quadril. Escorreguei na cintura e fui até a barriga.

— Não estou muito bem. É melhor me deixar descansar.

— Certo. Precisamos verificar com o médico se o problema do hímem pode interferir no parto. Talvez devêssemos fazer uma cesariana.

— É...

Ela estava calada, não reagiu ao meu toque e se manteve virada.

O jeito era dormir. Embora a responsabilidade de ser pai, ficasse dando voltas na minha cabeça.

.

No dia seguinte, recebi uma ligação do meu sub. Um desvio das cargas de cigarros com as armas mais fudidas no interior. Um caminhão simplesmente desapareceu.

Riley estava dormindo, era seis da manhã. A deixaria descansando.

.

Emma Collins

Acordei cedo, antes mesmo do sol nascer por completo. O silêncio da casa me sufocava. Riley dormia lá em cima, Luca provavelmente já atolado nos problemas dele, e eu… eu só queria sair.

Desci devagar, malas na mão. Pedi ao motorista que me levasse até o apartamento que Luca havia me emprestado. Ele não perguntou nada — só abriu o porta-malas e seguiu em silêncio até o endereço.

Quando a porta do elevador abriu e entrei no apartamento, larguei as malas no chão, suspirei aliviada… até ouvir a voz.

— Emma.

Congelei. Virei devagar. Jackson estava ali, parado no meio da sala como se fosse dono do lugar.

— Isso não fui eu. — a voz dele ficou mais dura. — Devem ter forjado tudo.

— Eu vi a gravação do hospital! — gritei.

Ele se aproximou, tentando controlar minha fúria.

— Forjaram, Emma. — insistiu. — Você sabe que eles podem manipular qualquer coisa.

— Para de mentir! — cuspi as palavras, as mãos tremendo.

Jackson ergueu a mão, como se tentasse tocar o meu braço, mas recuei.

— Eu gosto de você. — disse, firme. — Nunca quis a Riley. Foi sempre você que escolhi.

Por um segundo, o chão pareceu menos duro. O olhar dele, daquela distância, tinha algo perigoso e sedutor — a mesma armadilha em que eu já tinha caído por ingenuidade. Pisquei, recuando um pouco, e deixei o cérebro falar mais alto. Não fechava. Nunca fechou. As peças, quando eu forçava, gritavam. Ele estava mentindo de novo.

Bati o pé no chão, a voz quase um rugido:

— É mentira! Você só mente! Mentiu sobre tudo!

Jackson suspirou fundo, e a máscara caiu. O semblante dele endureceu. Num movimento rápido demais, ele me agarrou pelos braços e me jogou contra a parede. O impacto fez o ar escapar do meu peito.

— Cansei de você. — ele rosnou baixo, o rosto tão perto que eu podia sentir o hálito quente. — Se não serve mais… vai ser descartada. Então vai calar a porra da boca e fazer exatamente o que eu disser...

Meu corpo gelou. A cada segundo, percebia que o Jackson que eu conheci nunca existiu.

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