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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 90

Capítulo 90

Luca Black

O metal da arma queimava na minha mão, tão quente quanto o sangue que pulsava nas têmporas. Subíamos em passos firmes, quando o barulho metálico de portas de elevador se abrindo ecoou no hall.

Vi a cena como um soco no estômago: Jackson, correndo, arrastando Emma pelos cabelos até dentro do elevador.

— Droga! — rosnei. — Ele viu meu carro.

A porta se fechou com um estalo antes que eu pudesse disparar. Puxei o rádio no mesmo movimento.

— Estacionamento! — minha voz era rude. — Interceptem o filho da puta, agora!

O outro elevador estava descendo. Entrei com dois homens, a respiração pesada, o motor da raiva roncando dentro de mim. O prédio inteiro parecia se estreitar, como se me empurrasse para o confronto inevitável.

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Quando as portas abriram no térreo, o som de pneus cantando foi alto. O carro de Jackson já engolia o portão do estacionamento. Emma estava dentro, debatendo-se, mas fraca contra o braço dele.

E então, como um raio, Derrick surgiu com o SUV preto. Ele girou o volante com força e lançou o veículo contra o de Jackson. O impacto fez o chão vibrar, metal contra metal em um estrondo.

Corri sem pensar, saltando entre os carros ainda rangendo. O vidro lateral estava trincado. Quebrei com a coronha da arma e enfiei metade do corpo para dentro.

— Solta ela, desgraçado! — rosnei.

Jackson tentou cravar a mão no pescoço da Emma, mas Derrick o puxou pelo ombro, forçando-o a largar. Emma tossiu, livre, mas o filho da puta ainda tinha forças para reagir.

— Sempre se metendo onde não deve, irmãozinho. — ele cuspiu, o rosto a centímetros do meu.

Dei-lhe um soco tão forte que senti meus nós dos dedos rachar. O sangue espirrou do nariz dele e manchou a gola da camisa.

— Você armou contra a Emma. — outro soco, seco, no maxilar. — E contra a Riley. — mais um, no estômago, fazendo-o dobrar.

Ele riu, cuspindo sangue no painel.

— Não era pra você estar aqui. Ronaldo não conseguiu te prender no carregamento? — zombou, arfando. — Eu armei tudo pra você…

— Claro que foi você... — falei com deboche.

— Eu já encontrei o caminhão Chefe. Pode acabar com ele. — Derrick disse.

— E, olha só. Se me matar, a mamãe nunca vai te perdoar, você sabe. E então? Vai arriscar?

— Maldito.

— Sabia que tem uma cláusula no testamento? — ele arreganhou um sorriso ensanguentado. O mesmo sorriso que eu vi a vida toda quando ele enganava nossos pais colocando a culpa em mim e ninguém acreditava no que eu dizia — Se eu te matar ou você me matar, a herança vai pro inferno com a gente.

Antes que eu pudesse reagir, Emma pegou a arma caída no tapete do carro. A mesma que Jackson havia derrubado no impacto. Ela ergueu com as duas mãos trêmulas e desceu contra a cabeça dele.

— Maldito! — gritou, a voz rasgando. — Ele não pode, mas eu posso!

Um golpe. Outro. Mais um.

— Isso é por mentir pra mim e pra Riley! — bateu de novo.

— Isso é por me intimidar, me prender, me fazer de idiota! — outro golpe, o som oco ecoando no carro.

E então puxei a arma. Mirei baixo.

Dois tiros secos. Ambos nos pés dele. O berro de Jackson rasgou o estacionamento.

Ele caiu, tremendo, a mão tateando o chão. E foi aí que vi. A segunda arma.

O filho da puta agarrou antes que eu pudesse impedir. O estampido cortou o ar em sequência — três, quatro disparos.

O grito da Emma atravessou minha alma.

— Não! — ela caiu de lado.

O sangue escorreu pelo braço dela, manchando o tecido e os dedos trêmulos.

— Merda! — avancei, até ela.

O sorriso do desgraçado ainda estava no rosto, mesmo gemendo de dor nos pés. Derrick o desarmou. Apontei e disparei mais duas vezes, direto nas pernas dele. Jackson se contorceu no asfalto, urrando como um animal ferido.

— Alguém leva esse filho da puta pro hospital. — rosnei, limpando o suor que queimava na testa. — Chamem a mamãe pra cuidar dele. Ela gosta de passar a mão na cabeça desse inútil.

Virei as costas pra destruir as imagens das câmeras.

— E a Emma, chefe? — Derrick veio até mim, segurando o braço dela para estancar o sangue. — Não podemos deixá-la aqui. Acho que não é seguro.

Fiquei olhando. O jeito que ele se preocupava com aquela mulher me irritava mais do que o tiro que ela levou. Desde quando Derrick se incomodava com Emma?

— Tá. — estalei a língua. — Busque as coisas dela depois. Agora vamos levá-la ao hospital e resolver esse tiro.

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