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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 91

Capítulo 91

Luca Black

A ambulância improvisada foi o SUV de Derrick, que mesmo batido ainda funcionava. Ele entrou atrás com Emma, pressionando o ferimento. Eu dirigi, a estrada passando como um borrão vermelho na minha visão. Nossos homens vieram logo atrás nos outros carros e com Jackson enfiado no menor deles e sob a mira dos nossos soldados.

No hospital, ordens rápidas. Emma foi levada para dentro, rodeada por enfermeiras. Eu me virei para Derrick.

— Você cuida de tudo. Entendeu? Papéis, médicos, qualquer merda do Jackson. Se ela abrir a boca, cala. Se alguém perguntar, inventa. — olhei o relógio. — Nove e quinze. Talvez eu ainda consiga ver a ecografia.

Ele assentiu.

— Sim, chefe.

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Atravessei os corredores, ignorando os olhares. Meu paletó ainda estava sujo de sangue, mas ninguém ousou me parar. Cheguei à ala da ecografia e uma atendente levantou-se, nervosa quando perguntei pela Riley, já indo na direção da porta.

— O exame já começou, senhor. Não pode…

Cheguei perto, baixo o bastante para só ela ouvir:

— Sou Luca Black, pai da criança na barriga dela. E estou louco para meter uns tiros. Então, você abre essa porra e me deixa entrar e ninguém precisa saber, ou darei o meu jeito. E, lembrando: eu só vou olhar da porta.

Os olhos dela se arregalaram. Engoliu em seco e assentiu com a cabeça.

A porta abriu.

Entrei em silêncio. Ninguém percebeu. Nem Riley.

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Ela estava deitada, o avental azul claro amassado no ventre. O olhar fixo na tela. Aquela imagem borrada, pequena, pulsando em preto e branco, era nosso filho. Meu filho. Talvez o herdeiro de todo o meu legado.

Por um segundo, o peso de tudo sumiu. Jackson, o carregamento, Emma sangrando. O mundo inteiro apagado, menos aquele vulto minúsculo que mexia.

A médica sorriu, ajustando o aparelho sobre a barriga da Riley com cuidado.

— Está tudo bem até aqui. O bebê tem cerca de oito semanas. — explicou com voz calma, quase didática. — Veja aqui… — apontou para a tela, movimentando o cursor. — Esse pequeno ponto brilhante é o coração. E toda essa parte em volta já é o início da formação dos membros. Parece pouco, mas nesse estágio já há um desenvolvimento muito rápido.

A imagem tremia em preto e branco, borrada, mas viva. Um ser minúsculo, mas pulsando com força.

A médica apertou um botão e, de repente, a sala se encheu de som:

tum-tum-tum-tum… tum-tum-tum-tum…

Não era só um coração. Era um tambor acelerado, firme, ecoando por todos os cantos. Um som tão forte que parecia maior do que o próprio corpo pequeno que o produzia.

Vi Riley levar a mão ao rosto, os olhos marejando. As lágrimas escorreram, silenciosas, enquanto seus lábios tremiam num sorriso entrecortado. Ela respirou fundo, como se aquele som fosse o único ar que importava.

— Está ouvindo? — a médica continuou, sorrindo para ela. — Isso é o que chamamos de batimento fetal. O coração está forte, regular, exatamente como deveria estar nessa fase. É um bom sinal de que o bebê está saudável.

O peito dela subia e descia rápido. Eu conhecia Riley em todos os seus estados: furiosa, desafiadora, quebrada. Mas nunca a tinha visto assim — desarmada por algo tão pequeno, tão… puro.

E foi então que senti.

Algo que não era raiva, nem fúria, nem ódio. Era outra coisa. Algo que queimava diferente, que me apertava por dentro, me deixando frágil. Um nó subindo pela garganta, pesado, como se pudesse me desmontar ali mesmo.

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