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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 94

Capítulo 94

Rúbia

O hospital tinha aquele cheiro de desinfetante que sempre me dava náusea, mas dessa vez não consegui me incomodar. Derrick ficou o tempo todo ao meu lado, com a Mia no colo, e me surpreendeu a forma como ele a segurava. Com cuidado, com firmeza, com carinho. Nunca vi homem daquele tamanho e daquela função tratar um bebê assim. Quando recolheram meu material e o dela para o exame de DNA, ele ajeitou a menina nos braços como se fosse feita de vidro.

De repente, eu percebi: nunca tive alguém tão atento comigo. Nem meu ex, que ficava esperando por eu fazer tudo, nem homem nenhum. Sempre precisei me virar sozinha. Aquela sensação de proteção me desarmava mais do que eu queria admitir.

Na volta, Derrick dirigiu, e vez ou outra eu sentia o olhar dele em mim. Fingíamos que não acontecia — eu disfarçava, virando para a janela, e ele voltava os olhos para a estrada. Mas estava lá.

Quando chegamos em casa, esperei. Ele tinha prometido que me procuraria depois. Só que, ao entrar na sala, foi direto ao quarto da Emma. Nem olhou para mim.

A irritação ferveu no meu peito. Peguei a bebê e fui para o quarto dela trocar a fralda pra não me estressar mais.

Viu, sua burra? — pensei, com raiva de mim mesma. Ele está lá, de volta. É só chegar perto da Emma que eu desapareço para esse homem.

Mordi o lábio, amarrando o avental outra vez.

— Odeio esse cara. Odeio esse Derrick, safado.

Foi quando a pequena sorriu, exibindo aquelas gengivas rosadas que percebi... Eu estava dizendo em voz alta.

— Você ri, né? — falei, tentando não rir junto. — É que você não viu o que ele acabou de fazer. Foi lá, cheirar aquela uma sem vergonha, atirada —

E como se tivesse entendido, ela gargalhou. Fiquei olhando para seu sorrisinho meigo e não aguentei tanta fofura.

Nesse instante, Derrick entrou no quarto.

— Eu ouvi esse riso lá de fora. — Você está feliz minha pequena?

Se aproximou, ergueu a bebê ainda sem fralda… e ela fez xixi nele.

— Ah, merda! — ele riu, tentando segurar a menina sem se molhar. — Eu esqueci desse detalhe.

Cruzei os braços, mordendo um sorriso.

— Deixa que eu termino de trocar ela. — mas pensei, por dentro: bem feito.

Ele me entregou a bebê, ainda rindo, e limpou o braço com papel.

— Vou tomar um banho e depois vou na farmácia comprar um remédio para a Emma. Precisa de alguma coisa?

Revirei os olhos.

Sempre a Emma. Será que não tem mais ninguém pra servir ela?

— Bom, eu quero uma barra de chocolate de um quilo pra tirar um pouco do estresse.

Ele arqueou a sobrancelha.

— Não sei se tem na farmácia.

— Eu sei. Foi ironia.

Ele sorriu de canto.

— A bebê precisa de alguma coisa?

— Não. — respondi, ajeitando a fralda nova.

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