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Roubada no altar pelo chefe da Máfia romance Capítulo 96

Capítulo 96

Luca Black

O quarto estava mergulhado num silêncio pesado, eu ouvia apenas a respiração calma da Riley. Eu tinha o inferno queimando embaixo da pele, o corpo pedindo por ela como se fosse oxigênio. Segurei um pouco o ímpeto, tentando me controlar.

Ela está grávida. Embora isso me deixe ainda mais curioso. Caralho como eu queria poder foder essa boceta.

Passei a mão devagar pelas costas dela, sentindo cada músculo delicado sob a seda da camisola. Acariciei seus ombros, subi até a nuca, enredando os dedos no cabelo dela, massageando de leve o couro cabeludo. Ela soltou um suspiro preguiçoso, quase um ronronar, como se aquilo a embalasse.

— Relaxa, Riley... — sussurrei contra sua orelha, com a boca colada à pele quente.

Quem sabe ela não deixasse eu colocar só um pouquinho no lugar certo?

Ajeitei-me atrás dela, minha mão descendo pelas coxas lisas, abrindo caminho por cada centímetro. Alisei o interior das coxas, lento, saboreando o arrepio que deixava. Subi pela barriga, passei pelo umbigo, dei um beijo no ombro só pra ouvir o suspiro que escapou da garganta dela. Então deslizei para o pescoço, mordiscando, beijando, deixando minha marca.

Baixei a voz, encostando os lábios no ouvido dela:

— Você não tem ideia do que eu faria com você agora se me deixasse comer sua bocetinha bem devagar... Iria te virar de bruços, te abrir toda pra mim. Enfiar meu pau devagar e me mover lentamente. Te faria gozar, nem que fosse com a ajuda dos dedos. Eu poderia massagear seu cuzinho enquanto tentava... O que acha?

Minha mão procurou o clitóris dela, tentando arrancar um gemido que me fizesse perder a cabeça, mas ela não colaborava.

— Riley... vira mais, afasta a perna... — pedi, a voz rouca, cheia de desejo.

Nada.

Tentei de novo, com mais firmeza:

— Riley, abre pra mim. Estou enlouquecendo.

Foi quando percebi. O corpo dela estava mole, pesado demais. O coração bateu forte contra o meu peito, não de tesão, mas de incredulidade.

— Você dormiu? — perguntei, quase sem acreditar. Inclinei o rosto para ver melhor. — É sério? Não te causo mais desejo?

Ela se mexeu devagar, meio sonolenta, e ao invés de me obedecer, virou-se e me abraçou. Apoiou a cabeça no meu peito, respirando fundo.

— Tão cheiroso, Luca... — murmurou, e em segundos caiu de novo no sono. Pesada sobre mim.

Fiquei ali, duro de raiva e desejo não saciado. A porra da vontade de empurrar ela, acordar, gritar algumas verdades me queimava a garganta. Eu queria explodir.

Mas então olhei. Só olhei para seu rosto.

A pele dela parecia porcelana sob a luz fraca. O rosto angelical, tranquilo, como se o mundo não existisse. Uma mulher que tinha suportado tanta coisa, agora dormia como se nada pudesse atingi-la.

Soltei o ar devagar, obrigando meu corpo a ceder.

— Merda... — sussurrei, com os olhos cravados nela.

Não era pra ser assim. Não era pra eu me apaixonar. Não era pra querer dividir nada além do que me pertencia.

Filho? Amor? Essas coisas só complicavam, só traziam fraqueza.

E, no entanto, não consegui me afastar.

Desci a mão pela linha suave da cintura até pousar na barriga dela. Pequena ainda, mas eu vi no exame, eu sabia. Nosso filho estava ali.

Passei o polegar devagar, como se pudesse sentir algo.

Caralho. Eu não estava preparado pra isso. Mas era meu. Nosso.

Fechei os olhos e tentei respirar fundo, controlar a raiva, o desejo, o caos.

Me forcei a aceitar a única verdade que não podia mais negar: por mais que quisesse lutar contra, Riley era a minha esposa por escolha minha. E agora é a mãe do meu filho.

E eu não tinha mais volta.

.

Demorei a dormir naquela noite. O corpo latejava de tesão contido, e a raiva por não poder tê-la queimava em mim. Pra piorar, Riley pesou o corpo inteiro sobre mim, como se fosse dona do espaço. O braço dela atravessado na minha cintura, a perna jogada por cima da minha, a cabeça encaixada no meu peito. Eu não estava acostumado com isso. Nunca deixei ninguém chegar tão perto. Mas não consegui afastar.

Quando finalmente o sono me venceu, já estava duro e dolorido. E acordei pior: as costas reclamando, o pescoço travado. Pisquei devagar e a claridade já entrava pelas cortinas.

Ela não estava mais deitada.

Virei o rosto e a encontrei de pé, de costas, ajeitando a camisola nos ombros, penteando o cabelo com os dedos. O tecido de seda subia e descia no ritmo da respiração dela, marcando a curva da cintura.

Fiquei só olhando.

— Bom dia, chefe. — disse sem virar, a voz ainda rouca de sono. — Está tudo bem? Sua cara não está das melhores.

— Riley... — esfreguei o rosto, irritado e cansado. — Você não precisa mais me chamar de chefe. Estive pensando sobre isso. É mãe do meu filho, minha esposa... Já chega, ok?

Ela se virou, arqueando uma sobrancelha, com um meio sorriso no canto da boca.

— Eu não ligo. Posso continuar chamando.

— Mas eu ligo. — minha voz saiu firme, meu olhar cravado nela. — Me chame de Luca a partir de agora.

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