Depois de um momento de silêncio constrangedor, Arthur pigarreou, um gesto nervoso que era completamente atípico para ele.
— Eu trouxe duas coisas para você.
Ele se abaixou e pegou um buquê de flores que estava ao seu lado na areia, parcialmente escondido. Eram frésias brancas. A flor favorita dela. Um detalhe íntimo que ela nunca havia lhe contado. Um detalhe que ele deve ter se dado ao trabalho de descobrir, de pesquisar, de aprender.
O gesto a tocou de uma forma que nenhum diamante ou presente caro jamais conseguiu.
— São lindas. Obrigada.
— E... isso. — ele disse, estendendo um grande envelope de marfim.
Ela o pegou. Reconheceu o selo do escritório de advocacia dele.
— O que é isso?
— Abra.
Com os dedos hesitantes, ela abriu o envelope. Dentro, não havia uma proposta de negócios ou uma intimação legal.

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