ARES BECKETT
— O que você disse? — Rubi estava com os olhos castanhos arregalados e fixos nos meus.
As palavras haviam escapado de forma tão casual e natural que, por um segundo, eu mesmo quase não percebi a importância delas. "Talvez te amar me torne bobo". Para um homem que passou a vida inteira pensando em cada vírgula e cada declaração pública, deixar o verbo "amar" escorregar assim era uma novidade. Mas era a verdade.
Decidi não responder. Apenas sorri, deslizei as mãos pela cintura dela, tirei-a de cima da bancada e a peguei no colo com facilidade. Rubi soltou um pequeno suspiro surpreso, mas não protestou enquanto eu caminhava os poucos passos até o box.
Entrei na água com ela ainda nos meus braços. Sentei-me no fundo espaçoso da banheira e a posicionei na minha frente. A água quente cobriu os nossos corpos, relaxando os músculos que havíamos tensionado até o limite minutos atrás.
Abracei a barriga dela por trás, apoiando o queixo no seu ombro.
— Você vai simplesmente fingir que não disse nada? — Rubi questionou, virando o rosto ligeiramente para me encarar pelo canto do olho.
— O que eu disse? — provoquei, fazendo-me de desentendido enquanto deixava um beijo molhado no pescoço dela.
Ela suspirou, impaciente com os meus joguinhos.
— Você deu a entender que me ama, Ares.
Dei uma risadinha baixa.
— Achei que isso já estivesse óbvio, esposa. Pelas minhas atitudes, pelo jeito que eu olho para você, ou pelo simples fato de eu ter organizado um casamento inteiro surpresa. — falei com tranquilidade, brincando com a espuma da água. — Então, quem não é o esperto agora?
Rubi abriu a boca para retrucar, mas eu não deixei. Puxei o corpo dela um pouco mais para trás, colando-a totalmente em mim, e falei com todas as letras, sem margem para brincadeiras ou entrelinhas.
— Eu te amo, Rubi. Eu amo você mais do que qualquer coisa que possuo, mais do que a mim mesmo.
Rubi relaxou contra o meu peito, e um sorriso lindo e iluminado tomou conta do rosto dela. Ela cobriu a minha mão, que estava espalmada na sua barriga, com a dela.
— Eu também te amo, Ares. Muito — ela confessou, sua voz doce fez o meu coração bater mais forte.
Dei um sorriso presunçoso e encostei os lábios na orelha dela.
— Eu já sabia.
Quase imediatamente, recebi um tapa na mão.
— Ai! — reclamei, embora não tivesse doído absolutamente nada.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!