ARES BECKETT
SEMANAS DEPOIS...
Eu sempre fui o homem que dava as ordens e controlava tudo ao seu redor. Mas, desde que recebi alta do hospital e cruzei as portas da minha mansão, tudo foi completamente dominado por uma mulher de um metro e setenta, com olhos castanhos mandões.
— Ares Beckett, eu já disse para você não esticar esse braço!
Suspirei, desistindo do controle remoto da televisão que eu tentava alcançar. Estava deitado na nossa cama gigantesca, cercado por travesseiros, sendo tratado como se fosse feito frágil.
Rubi caminhou até mim com as mãos na cintura e uma expressão de pura repreensão.
— Eu só ia pegar o controle, esposa. Não sou um inválido — resmunguei, embora o meu tom não tivesse nenhuma raiva verdadeira. Na verdade, ter a minha mulher me mimando e cuidando de mim com tanta devoção era o melhor remédio do mundo.
— O médico disse repouso absoluto nas primeiras semanas em casa. O seu pulmão ainda está terminando de cicatrizar — ela retrucou, pegando o controle e colocando na minha mão. — Se você quiser alguma coisa, é só pedir. Eu sou a sua chefe agora.
Dei um sorriso de canto, puxando-a pela cintura até que ela caísse na cama.
— Sim, senhora CEO. O que você mandar.
No início da noite, me levantei com calma para tomar um banho. Eu já conseguia andar perfeitamente e fazer a maioria das coisas sozinho, mas alcançar as minhas próprias costas ainda era impossível por causa dos pontos recentes.
Eu estava sentado no pequeno banco dentro do box espaçoso, com a água relaxando os meus músculos tensos quando a porta de vidro se abriu devagar. Rubi entrou vestindo apenas um roupão curto, segurando uma esponja cheia de espuma. Sem dizer nada, ela se posicionou atrás de mim e começou a lavar os meus ombros com movimentos cuidadosos.
Fechei os olhos, aproveitando o carinho. Mas, de repente, os movimentos dela pararam.
Senti as pontas dos dedos de Rubi tocarem a minha pele. Era a primeira vez que ela tocava diretamente na cicatriz desde que os curativos maiores foram retirados. E então, ouvi um soluço baixo e abafado.
Girei o corpo no banco e vi Rubi com o rosto banhado em lágrimas.
— Ei... — chamei, segurando suas duas mãos. — O que foi, minha vida?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!