DOMÊNICO BANE
O relógio marcava quatro e quarenta da tarde. Eu tinha exatamente vinte minutos antes de precisar entrar na sala de conferências para uma reunião exaustiva com os meus investidores europeus. Vinte minutos não era nada, mas naquele momento era tudo o que eu tinha.
Do outro lado da minha mesa, Valentina terminava de organizar os papéis que trouxe.
Eu a observei em silêncio. Ela usava um conjunto de alfaiataria cinza escuro, com uma blusa branca de seda abotoada até a base do pescoço. A roupa escondia tudo, mas para a minha mente doente e faminta, aquele tecido era apenas um convite para ser rasgado.
Trabalhar com ela era estar no paraíso e no inferno ao mesmo tempo.
Assim que ela suspirou, indicando que o nosso trabalho do dia estava oficialmente encerrado, eu não perdi nem mais um milésimo de segundo.
Levantei de forma abrupta. Caminhei até a porta do escritório, tranquei e abaixei as persianas. Privacidade absoluta.
Os olhos dela acompanharam cada movimento meu.
Fui até ela sem dizer uma única palavra. Segurei a sua cintura com as duas mãos, levantei o seu corpo com facilidade e a coloquei sentada sobre a minha mesa, espalhando os relatórios que ela havia acabado de organizar com tanto cuidado. Encaixei o meu corpo no meio das pernas dela e capturei a sua boca.
Valentina arfou, abrindo os lábios para me receber, e eu invadi a boca dela, sentindo o gosto doce que já tinha se tornado o meu maior vício. Fazia quatro dias que não tive chance de tocá-la, era como estar em abstinência.
As mãos dela foram direto para os meus cabelos, puxando os fios com força enquanto eu apertava as suas coxas por cima do tecido grosso da calça.
Apertei a nuca dela, aprofundando o beijo. Os nossos "amassos" rápidos estavam me deixando louco. Era muito pouco. Eram apenas migalhas. Eu sentia o corpo dela tremer contra o meu, ouvia os seus gemidos abafados contra a minha boca, sentia o calor dela me chamando, mas eu não podia ir além. Não podia simplesmente jogar todos aqueles papéis no chão, deitar Valentina sobre a mesa e foder com ela até que não sobrasse voz na sua garganta. Nós nunca tínhamos tempo suficiente.
E mas que tudo, eu odiava o fim do dia.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!