RUBI MONTENEGRO
O carro parou em frente ao local do evento e, pela janela escurecida, vi o exército de fotógrafos. Os flashes disparavam como relâmpagos constantes. Meu estômago deu um nó. Minhas mãos, suando frio, apertaram o tecido delicado do meu vestido.
— Respire, Rubi — Domênico disse ao meu lado, segurando minha mão como forma de apoio. — Você não deve se sentir insegura porque você é a estrela desta noite. Eles estão aqui por você.
Olhei para ele e assenti. Ele tinha razão.
A porta se abriu. Coloquei um pé para fora, depois o outro. Quando me levantei, o mundo pareceu girar por um segundo.
Eu usava uma criação exclusiva da Bane fashion, feita especialmente para essa noite. Era um vestido branco, longo, de um tecido que parecia luz líquida. Ele tinha um decote profundo em V e uma fenda lateral que subia até a coxa, mostrando minhas pernas. Não havia nada para esconder. Era um vestido feito para ser visto.
Caminhei pelo tapete vermelho. Os gritos dos fotógrafos eram ensurdecedores.
— Rubi! Aqui!
— Sra. Beckett, olhe para cá!
— Um sorriso, Deusa! — "Deusa" foi a forma como fui apresentada nas prévias divulgadas essa manhã. Foi uma escolha de Domênico e ele disse que poderia se tornar meu "nome artístico". Eu nem sabia que havia modelos com nomes artísticos.
Sorri. Não o sorriso tímido que eu treinava no espelho, mas um sorriso verdadeiro. Eu me sentia poderosa. Bonita.
Entramos no salão principal, que estava decorado com flores brancas e cristais. A elite da cidade estava lá. As pessoas esticavam os pescoços para ver o "fenômeno" da Bane Fashion.
Domênico subiu ao palco improvisado.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!