ARES BECKETT
A frase de Domênico invadiu minha cabeça. "Cuidar do que você negligencia."
O sangue subiu tão rápido que minha visão ficou vermelha. A audácia daquele homem, sugerindo na minha cara que ele poderia ocupar o meu lugar com a minha mulher foi a gota d'água.
Dei um passo agressivo em direção a ele. Minha mão direita se fechou em punho, ansiando pelo contato com o maxilar presunçoso dele. Eu não me importava se estávamos no evento mais prestigiado do ano. Eu ia quebrar a cara dele ali mesmo.
— Ares, não! — A voz de Rubi, sibilada e urgente, me interrompeu.
Senti as unhas dela cravarem no meu bíceps com força, me segurando.
— Olhe em volta — ela sussurrou. — As câmeras. Você quer ser a manchete de amanhã por causa dessa briga?
Parei, respirando pesadamente. Olhei ao redor. Dezenas de olhos curiosos estavam virados para nós, esperando o escândalo. Os flashes disparavam com ansiedade.
Engoli a fúria a seco, forçando-a a descer, onde ela queimou como ácido no meu estômago.
— Você tem razão, querida — falei com um sorriso que devia parecer mais uma careta de dor. — Vamos deixar o... entretenimento barato para lá.
Virei as costas para Domênico sem dizer mais nada, mas meu olhar prometeu morte. Agarrei a cintura de Rubi com uma força que beirava a brutalidade e a arrastei em direção à pista de dança.
— O que você está fazendo? — ela protestou, tentando manter o passo enquanto eu praticamente a rebocava.
— Vamos dançar. Sorria, Rubi. O show tem que continuar.
Chegamos ao centro da pista. A banda começou a tocar uma música lenta e melancólica. Puxei o corpo dela contra o meu, eliminando qualquer espaço respeitável. Minha mão nas costas dela desceu possessivamente, marcando território, enquanto a outra prendia a mão dela contra o meu peito.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!