RUBI MONTENEGRO
O backstage do desfile era indescritível. Faltavam apenas dez minutos para eu entrar na passarela e abrir o evento mais importante do ano para a Bane Fashion, e eu estava prestes a ter um colapso nervoso.
Eu estava sentada em frente a um espelho iluminado, encarando meu próprio reflexo com os olhos arregalados. Meu coração batia rápido. Minha respiração estava curta e superficial. O vestido vermelho escandaloso que eu usava parecia era um modelo sereia, cheio de cristais bordados à mão. Domênico havia me dito mais cedo que a inspiração para aquela peça veio do momento exato em que me viu descer as escadas no baile de máscaras.
— Eu vou tropeçar — murmurei para o espelho, sentindo minhas mãos tremerem no meu colo.
Domênico estava ao meu lado, segurando uma prancheta.
— Você não vai tropeçar, Rubi. Você ensaiou o dia todo. Você está perfeita — ele tentou me acalmar, mas a voz dele tremia tanto quanto as minhas mãos.
Fechei os olhos com força, tentando puxar o ar. A pressão era grande demais.
De repente, a porta do camarim se abriu.
Abri os olhos e, pelo reflexo do espelho, vi Ares entrar.
— Saiam, por favor — Ares pediu.
Em menos de cinco segundos, o camarim esvaziou.
Ele caminhou até mim a passos lentos e se ajoelhou bem na minha frente.
— Eu não consigo, Ares — sussurrei, com a voz embargada. — Acho que vou arruinar tudo.
— Vá lá fora e faça o que você faz de melhor: faça todo mundo perder a fala. Inclusive eu.
— Ainda estou nervosa... e se eu congelar? — confessei.
Um sorriso perigosamente atraente desenhou-se nos lábios dele.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!