RUBI MONTENEGRO
Ares e eu tomamos o café da manhã juntos em um silêncio quase confortável.
Assim que ele saiu para finalizar os negócios, dizendo que estaria de volta no início da tarde, peguei o meu celular. Havia uma notificação de mensagem de Domênico.
“Rubi, bom dia. Preciso te entregar algo do desfile de ontem. Pode me encontrar no restaurante do hotel agora?”
Suspirei. Para evitar que Ares tivesse algum surto e me acusasse de descumprir o acordo, abri o aplicativo de mensagens e digitei rapidamente para ele:
“Ares, o Domênico me mandou mensagem. Ele pediu para me encontrar no restaurante do hotel.” Hesitei por um segundo, e então acrescentei:
“É sobre trabalho. Um assunto rápido.”
A resposta de Ares não demorou nem trinta segundos.
“Tudo bem, querida.”
Eu pisquei para a tela. Simples assim? Tudo bem, querida? Onde estava o marido controlador que ameaçava quebrar os ossos de todo mundo? Talvez seja a minha sinceridade de avisá-lo. Ou talvez a mente dele esteja ocupada demais arquitetando a ruína de quem vazou o nosso contrato para a mídia. De qualquer forma, suspirei aliviada.
Fui para a frente do espelho do quarto e comecei a me maquiar. Passei base, corretivo, e quando fui aplicar o batom, a minha mente me traiu.
O reflexo no espelho de repente pareceu sumir, sendo substituído pela imagem da boca de Ares sobre a minha. A memória do corpo dele em cima do meu, das mãos me segurando, e do prazer que ele me proporcionou invadiu o meu cérebro com tanta força que eu quase deixei o batom cair.
Pisquei freneticamente, sentindo o meu rosto queimar de vergonha.
— Para com isso, Rubi! — dei dois tapinhas fracos nas minhas próprias bochechas quentes. — Pare de ser tonta! Não é hora para devaneios!
Terminei de fazer uma maquiagem bem simples e desci para o restaurante do hotel.
Domênico já estava lá, sentado em uma mesa discreta no fundo, tomando um café expresso. Quando me aproximei, ele se levantou com um sorriso amigável, puxando a cadeira para mim.
— Bom dia, Rubi. Como você está hoje? — ele perguntou, com um tom de voz que beirava a preocupação. — Você ficou bem depois de sair daquele estado do evento ontem?
As minhas bochechas voltaram a arder instantaneamente.
— Ah... bem. Eu estou bem, sim — gaguejei, arrumando a bolsa no colo, tentando não imaginar a cena vergonhosa de Ares me carregando como um saco de batatas bêbado pelo meio do salão.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!