ARES BECKETT
Me encostei na parede do quarto, um pouco afastado da cama, e puxei o celular do bolso. Enquanto Rubi conversava baixinho com Valentina que havia corrido para o hospital assim que soube que a minha esposa tinha acordado, aproveitei para abrir os portais de notícias.
O meu plano havia funcionado com perfeição.
A tela do meu celular estava inundada com o mesmo vídeo em todos os canais de fofoca e noticiários policiais. A polícia interceptou Diana no aeroporto JFK, bem no momento em que ela tentava embarcar em um voo de primeira classe para a Europa. A mídia sensacionalista estava em um frenesi, exibindo fotos dos comprovantes bancários vazados e trechos dos áudios que o motorista do SUV tinha gravado.
No vídeo principal, Diana gritava, esperneava e fazia um escândalo vergonhoso enquanto dois policiais a algemavam no meio do saguão lotado, transmitindo a sua ruína em rede nacional.
Um sorriso de satisfação repuxou o canto dos meus lábios. A cadela teve o que merecia.
No entanto, bloqueei a tela do celular e o guardei. Decidi ocultar de Rubi que houve toda essa confusão por enquanto. Ela tinha acabado de acordar, precisava de paz. O meu único foco agora era assinar a alta da minha esposa e levá-la de volta para a nossa mansão, o único lugar no mundo onde eu poderia mantê-la cem por cento segura.
Pelo menos, era o que eu achava até levantar os olhos e focar na cena à minha frente.
Valentina estava sentada na beirada da poltrona, inclinada de forma absurdamente sorridente na direção de Rubi. E o pior: a mão daquela mulher estava pousada em cima da mão da minha esposa.
Fechei a cara na mesma hora. Dei um passo à frente e soltei um pigarro alto e claro.
— Aham!
Valentina parou de falar. Ela virou o rosto na minha direção, me olhou de cima a baixo, ergueu uma sobrancelha em puro deboche e, mantendo o contato visual comigo, simplesmente entrelaçou os dedos dela aos de Rubi.
Meu sangue ferveu. Ela estava me desafiando na cara dura!
Pigarreei mais alto, quase tossindo dessa vez.
Valentina virou o rosto para a minha esposa, com uma expressão de falsa preocupação.
— Amiga, sabe de uma coisa? Acho melhor eu ficar no hospital e dormir aqui com você hoje — Valentina comentou, fazendo um carinho sugestivo na mão de Rubi. — Parece que o seu marido está pegando um resfriado bem forte. Escutou essa tosse?
Rubi caiu direto na armadilha. Ela olhou para mim, com os olhinhos castanhos brilhando de compaixão.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Senhor CEO, sua esposa gorda virou uma DEUSA!