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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 1096

Oceana olhou para Sabrina pedindo socorro.

Sabrina teve que intervir. — Está tarde, estou com sono. Leve ela lá para casa.

— Tudo bem, leve as coisas que estão lá dentro também.

Henrique sinalizou para Oceana entrar e pegar a urna.

Oceana não conseguia entender de onde tinha tirado tanta coragem na noite anterior. Ela carregava a urna nos braços pela escuridão e não a soltou nem um instante.

Mas agora ela não tinha coragem, não ousava nem chegar perto.

— Vamos esperar lá embaixo.

Sabrina segurava Noriel com uma das mãos, puxou Oceana do chão com a outra e foi para fora.

Oceana fugiu com ela num piscar de olhos, e as duas entraram no elevador.

— A casa não é minha. — A voz de Henrique atravessou a porta do elevador, que estava fechando. — Eu não tenho a chave e não sei a senha.

Sabrina apertou para parar o elevador rapidamente. Ela fungou, não tendo escolha a não ser mandar Oceana abrir a porta.

Oceana saiu do elevador correndo, usou a digital para abrir a porta, virou as costas e fugiu de volta para o elevador.

Henrique entrou na casa, viu a urna bem no centro da sala, fez uma reverência, pegou um pano para cobrir o objeto e o levou.

Depois de tanta confusão, eles voltaram para casa e o dia já estava quase amanhecendo.

Henrique guardou a urna da mãe de Fernando no sótão da ala leste da mansão e, por insistência de Oceana, trancou a porta.

Mas não era o bastante. Oceana ocupou Sabrina e mandou Henrique e Noriel dormirem no escritório.

Ao deitar, ela abraçou Sabrina bem forte; com o medo, a respiração ainda estava rápida.

— Se existisse fantasma de verdade, trancar a porta não adiantaria, e eu ficar com você também não.

Sabrina estava quase sem ar com aquele abraço apertado.

A força dos braços de Oceana diminuiu. — Você acha que eu atrapalhei vocês dois?

— Só queria te convencer a não ficar com tanto medo.

Sabrina explicou, sem energia.

Fernando notou na hora. — Fantasma? Não foi na casa de Oceana, não é?

— Você é bem esperto. — Henrique colocou Noriel no sofá, e depois se sentou também; seu rosto revelava um traço de cansaço.

— A urna da sua mãe está comigo.

Fernando entendeu; Oceana tinha mesmo ficado com medo.

Ele deu uma risada sem graça. — Te dei trabalho. Outro dia te pago uma refeição.

— Não está curioso sobre o que aconteceu ontem?

Henrique achava necessário deixá-lo saber o quão assustada Oceana havia ficado.

— Consigo imaginar um pouco. — Fernando disse, demonstrando estar sem opção.

Ele imaginava Oceana com medo, encolhida debaixo das cobertas sem coragem de sair, ligando para Sabrina.

Mas o que Henrique disse ele não conseguia imaginar.

— Ela disse que a sua mãe saiu para passear com um amigo.

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