— Como assim brigaram?
— Estou no Hotel Lumière, venha me encontrar e conversamos pessoalmente.
Oceana enviou a localização do Hotel Lumière e o número do quarto para Sabrina.
Sabrina abaixou o celular, olhou para o teto em branco por alguns segundos e, após confirmar que não estava sonhando, saiu da cama.
Assim que se sentou, Henrique a segurou pela cintura e ela deitou de novo.
— Dorme mais um pouco.
— A Oceana e o Fernando brigaram, ela está no Hotel Lumière agora, tenho que ir lá.
Sabrina empurrou a cabeça dele que se aproximava. — Vai atrás do Fernando e vê o que está acontecendo.
As pálpebras de Henrique se levantaram levemente e ele abriu uma fresta nos olhos.
— Já são bem velhos, não sabem namorar?
Sabrina: — E você sabe.
Ele sabia: casou, divorciou, voltou e até agora não estava nada perfeito.
Henrique franziu as sobrancelhas e estendeu a mão novamente para abraçá-la. — Falando de mim?
Ele ia apertando a cintura dela cada vez mais forte.
A cintura de Sabrina era macia, e toda vez que ele a apertava, doía e fazia cócegas.
Ela se contorceu pedindo que ele parasse: — Eu errei, o problema não é você, sou eu...
O resultado de ter falado demais foi que Sabrina teve que acalmar Henrique antes de sair para procurar Oceana.
Antes de sair, Henrique pediu que ela deixasse Noriel.
— Vou levá-lo para ver o Fernando.
Sabrina hesitou. — E se você beber com o Fernando?
Henrique: — Ele bebe e eu não. Não vai ter problema, mas se a Oceana começar a chorar, vai assustar o Noriel.
A imagem de Oceana chorando aos prantos passou por sua mente, sentindo pena e achando engraçado, a boca de Sabrina se contraiu.
— Ela não deve chorar.
— Tira o "não deve" dessa frase.


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