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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 949

Henrique puxou assunto sem parar com Sabrina, até o momento em que ela parou de dar atenção.

Sabrina nem desceu para jantar, e Henrique cozinhou e levou para ela.

Depois do jantar, Henrique deu banho em Noriel e levou o menininho de fralda para o quarto de Sabrina.

— Já tomou banho e tomou leite, pode dormir.

Sabrina bateu na cama, ao seu lado, e Henrique soltou Noriel.

Ele se virou e andou até o outro lado da cama.

— Leve dois pague um. Eu também não vou.

O garoto rolou para o colo de Sabrina. Ela o agarrou, mas não conseguia soltá-lo para afastar Henrique.

E Henrique também não deu chance. Ele pulou rápido na cama e se encostou nela.

Ela abraçava Noriel e Henrique a abraçava.

A cama era grande. Não era muito larga, mas não era apertada. E os três espremidos tomavam metade do espaço.

O braço de Henrique envolveu a cintura fina de Sabrina e a abraçou mais forte.

Noriel sentiu que havia uma 'coisa', olhou para baixo, pensou por alguns segundos, franziu o rosto e beliscou o braço dele.

O garoto de oito, nove meses não tinha força e o beliscão não machucava nada.

Mas tinha uma insistência ali. Enquanto Henrique continuasse abraçando Sabrina, ele continuaria beliscando.

No começo, Henrique ignorou e continuou a abraçar Sabrina.

Mas depois de tanto ser beliscado, ele se apoiou no outro braço para se levantar um pouco.

Noriel, no colo de Sabrina, estava com a boca apertada, beliscando com toda a força.

Sabrina não conseguiu evitar rir, e o corpo tremeu.

— Para de beliscar ou te bato.

Henrique começou a falar: — A mamãe sempre foi minha, mas agora você toma quase todo o tempo e a atenção dela. E eu não quero discutir, não se aproveite da situação.

Ao ouvir a voz, Noriel levantou os olhos para olhar para ele.

Disse um "ah", olhou para baixo e voltou a beliscar.

— Ele é muito pequeno, não entende nada do que você diz.

O garoto não conseguia mais alcançar, mas via a mão dele lá encostada na mãe.

Ele se abaixou, arrastando, para tirar Henrique.

— Deixa ele dormir, ou não me responsabilizo se chorar.

Henrique deixou o problema para Sabrina.

Sabrina bateu a mão dele e afastou. — Se ele chorar, você vai estar em apuros.

Ao ver que a mão não estava lá, o garoto virou e deitou.

Henrique ficou com raiva, mas aguentou.

Teria que fazer Noriel dormir primeiro.

— É oito e pouco, liga a luz. A vovó não chegou ainda.

No quarto só tinha a luz da cabeceira. Embora o garoto estivesse deitado, os olhos dele brilhavam e não parecia que ia dormir.

Ele costumava dormir só às dez horas.

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