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Senhor Ramos, ele não é seu filho! romance Capítulo 950

Henrique tinha apagado as luzes quando foi para a cama.

Com Sabrina insistindo várias vezes, ele levantou sem vontade e acendeu as luzes.

— Vê onde o vovô e a vovó estão.

Sabrina avisou.

Henrique estava prestes a ligar para o casal, quando ouviu a voz da Velha Senhora Ramos do andar de baixo.

— Sabrina, vocês já estão dormindo?

Sabrina levantou da cama e abriu a porta para receber a Velha Senhora Ramos.

— Vó, vocês voltaram? A gente ainda não dormiu. O que foi?

A Velha Senhora Ramos falava enquanto subia.

A velha senhora geralmente respeitava os limites e nunca subia.

Além de ter as pernas fracas e dificuldade em subir.

Hoje ela subia e falava. Sabrina, pensando que era o mesmo, andou mais rápido.

— Ótimo que não dormiram, peguem, é para vocês.

A Velha Senhora Ramos entregou uma caixinha.

Sabrina, querendo saber o que era, pegou e analisou com cuidado.

Itens de intimidade.

A boca dela tremeu, sem acreditar, olhando para a velha senhora.

— Pedi agora para a Julia buscar lá no supermercado do pé da montanha. Você não faz muito tempo que teve o Noriel. Tem que ficar boa antes de ter o segundo. Tome cuidado...

Henrique não saiu, mas escutou a Velha Senhora Ramos.

— Não precisa se preocupar, vovó. Volto para a Capital amanhã à noite. Acho que não vou conseguir usar isso...

Noriel começou a gritar "ah", a voz ficando cada vez mais alta.

A Velha Senhora Ramos não conseguiu entender o que Henrique falou, mas notou que ele estava no quarto de Sabrina.

O bisneto parecia ter acordado.

— Ah, estou o dia inteiro sem ver meu bisneto. Traz ele aqui para eu ver.

Ela não ouviu Henrique, mas ele escutou perfeitamente.

Em seguida, ele pegou Noriel e as fraldas, além da mamadeira, e trouxe tudo.

Mesmo se Henrique não falasse, a Velha Senhora Ramos iria deixar a janela fechada, sem nem um buraco.

Ele falou aquilo para a Sabrina ouvir, só para provocá-la.

E não era só provocação, era para deixar a Sabrina psicologicamente preparada.

O vento batia e a noite ia ser longa. Não haveria sonhos, afinal, ele não a deixaria dormir.

Depois do começo do ano, a Cidade S esquentava mais a cada dia.

No meio da noite batia vento. A temperatura ficava agradável com a janela aberta.

Como não era ideal abrir a janela, Henrique botou o ar-condicionado para funcionar.

Quando Sabrina encostou no travesseiro, ele cobriu a parte de trás dela e deu beijos no pescoço claro e rosa.

— Quero descansar.

Henrique disse: — Eu quero você.

— É três da madrugada.

Sabrina abriu os olhos forçando e checou a hora no celular. — Qual é a hora do seu voo amanhã?

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