— Se você morar comigo, a sua família não ficaria tranquila, e eu não teria como me explicar. Eu só quero te cortejar, não cheguei a pensar em casamento ainda. Se a sua família descobrir e querer que eu assuma a responsabilidade, eu vou me arrepender até o fim da vida.
Ricardo adotou um tom cafajeste.
Mariana sorriu com escárnio e total desdém: — Então eu te digo agora, você nunca vai me conquistar, seu caduco. Eu resolvo os problemas com a minha família, mas o dinheiro do bistrô vai ser dividido igualmente!
De fato, Mariana ainda era muito jovem. Diante de uma raposa velha como Ricardo, ela era como uma gatinha recém-nascida.
Parecia barulhenta e ameaçadora, mas não causava nenhum dano de verdade.
Pronto, ela havia caído na provocação dele.
— Mariana, vá pegar um pouco de água para o Noriel.
Sabrina a afastou para poder falar a sós.
Mariana pegou a mamadeira de Noriel e foi buscar a água, e antes de sair, lançou um olhar de advertência a Ricardo, mandando-o calar a boca.
— Ricardo, enquanto não tomar uma decisão, você não pode tocar na Mariana.
O aviso de Sabrina indicava que Ricardo não poderia forçar a situação.
Mariana era o grande tesouro da Família Ramos, e se Ricardo ficasse com ela e a abandonasse, Henrique acabaria com a Família Carneiro.
— Contanto que ela não me ataque, eu garanto que não forçarei nada.
A resposta de Ricardo foi ambígua.
Sabrina franziu a testa.
— Ah, foi só uma brincadeira, fica tranquila, eu estou falando sério.
Ricardo riu levemente: — A garota é atraente, não é tão bonita quanto você, mas é mais agitada, do jeito que eu gosto.
Sabrina respondeu: — Você não tem crédito nenhum comigo.
— Isso ofende. Eu juro, eu vou...

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