Em seguida, ele olhou para o homem que havia feito a piada: — Primo, esse seu amigo tem um ótimo senso de humor.
O sorriso no rosto de Hera desvaneceu um pouco, e seu olhar, instintivamente, buscou a reação de Norberto.
Reprimindo a raiva, Norberto lançou um olhar severo ao amigo linguarudo e disse, em um tom gélido: — Podem continuar. Não vamos incomodar.
Tereza, Henrique e os demais seguiram em outra direção. Norberto continuou parado, observando as costas deles. Henrique, talvez ainda comentando sobre o que acabara de acontecer, virou a cabeça para falar com Tereza e soltou mais uma de suas risadas charmosas e maliciosas.
— Norberto! — Hera tocou levemente o braço dele. — Não leve a mal, foi só uma piada.
Norberto assentiu e, logo depois, dirigiu-se ao amigo, que já estava pálido de medo e completamente sóbrio: — Da próxima vez que for fazer uma piada, lembre-se de usar o cérebro.
O homem estremeceu de susto e apressou-se em pedir desculpas: — Sinto muito, Norberto. Olha a minha estupidez. Falei sem pensar mesmo.
Após se separarem do grupo de Norberto, Tereza e Henrique acompanharam o Sr. Tiago em alguns buracos. Como decidiram tomar algo antes de prosseguir, todos retornaram à área de lazer do clube.
O Sr. Tiago e o Dr. Carlos tinham uma videoconferência de última hora e pediram que Henrique e Tereza esperassem meia hora.
Henrique aproximou-se com um copo de suco e sugeriu a Tereza: — Há um putting green ali. Quer tentar algumas tacadas curtas?
Tereza havia dado algumas tacadas horríveis pouco antes, então, vendo a oportunidade de treinar, ela concordou: — Claro, acho que eu preciso mesmo de um pouco de prática.
Henrique pegou a bolsa de tacos dela com naturalidade: — Vamos lá.
A área de treino ficava exatamente abaixo do terraço do segundo andar do clube, com um gramado verde e perfeitamente nivelado.
Tereza tirou o casaco, ficando apenas com a camisa polo branca. Colocou as luvas e pegou o wedge das mãos de Henrique, tentando algumas tacadas curtas de diferentes distâncias.
Porém, o controle da força e do local de impacto ainda deixavam a desejar. Ela franziu levemente a testa, pensando consigo mesma que talvez não tivesse vocação para os esportes.
Naquele instante, Henrique percebeu sua frustração e se aproximou: — Desistindo de novo?
Tereza sorriu amargamente: — Está péssimo.
Henrique posicionou-se a meio passo atrás, à direita dela: — Eu te ensino.
— Mas, convenhamos, com o Henrique a ensinando, ela está pegando o jeito rapidinho. Não está indo bem? Realmente, ela é brilhante, aprende qualquer coisa rápido.
Aqueles comentários casuais de Hera deixaram a expressão de Norberto ainda mais carregada.
— Antes, ela estava cuidando da criança e não tinha disposição. Agora, está aprendendo para ajudar nas futuras negociações. Dominar o esporte pode ser útil. — Dito isso, Norberto virou o copo de água de uma vez, bateu-o com força na mesa e deixou a sala de descanso sem olhar para trás.
Hera fixou um olhar gélido na cena lá embaixo, com um sorriso de canto despontando em seus lábios.
Tereza, oh, Tereza... Para onde será que o seu coração está voando agora?
Sob a escuridão da noite, no escritório da mansão.
A luz fraca projetava a silhueta do homem parado em frente à janela que ia do chão ao teto, fazendo-o parecer ainda mais imponente.
O brilho da tela do computador na mesa se apagou, mas o olhar do homem perdido no vazio permaneceu inalterado.
Após alguns minutos, ele virou-se, desceu as escadas, colocou uma pedra de gelo num copo, serviu-se de bebida, virou o copo de uma vez e voltou para o andar de cima.

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