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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 173

Hera não economizava no guarda-roupa em nenhum dia da semana. Hoje, como de costume, exibia uma maquiagem impecável e um ar de pura elegância e competência.

— Diretora Lopes, precisa de algo? — A forma como Tereza se referiu a ela foi puramente formal e distante.

Hera, por outro lado, pareceu não se incomodar. Aproximou-se segurando a pasta com os braços cruzados contra o peito, em uma postura de humildade.

— Acabei de falar com o Henrique sobre questões de trabalho, então resolvi passar aqui para jogar um pouco de conversa fora com você — disse Hera, com um sorriso estampado no rosto.

— Não temos nada sobre o que conversar — dispensou Tereza friamente.

— Eu vim te explicar o que aconteceu ontem à noite — Hera disse de repente.

O movimento de Tereza mexendo o café parou por um instante, mas ela manteve a expressão neutra e tomou um gole.

— Você devia estar por perto e ouviu tudo quando a Delfina ligou para o Norberto ontem, certo? Ah, foi muito azar meu. Estava oferecendo um jantar ontem quando um homem insolente apareceu, dizendo ser meu admirador, mas tentou se aproveitar de mim. Eu fiquei em pânico. Se não fosse pelo Norberto... se o Norberto não tivesse aparecido bem na hora para bater nele, não sei o que teria sido de mim — Observando a reação de Tereza, Hera falou com um tom que transbordava sinceridade e culpa.

Tereza ouviu tudo com total frieza e limitou-se a dar um sorriso de escárnio.

Era a primeira vez que descobria que um homem tão polido e gentil quanto Norberto também era capaz de sair distribuindo socos.

— Tereza, se você quiser culpar alguém por isso, culpe a mim. Por favor, não entenda o Norberto mal, está bem? Se isso te deixou chateada, peço desculpas. Mas ontem à noite, foi realmente uma situação atípica, por isso precisei que o Norberto ficasse comigo por uma noite. Sinto muito por te causar esse transtorno — Hera abaixou levemente os cílios e implorou com sinceridade.

— Já terminou? Pode ir agora — disse Tereza, após tomar mais um gole de café.

— Tereza, não faça isso. Todo mundo sabe que nós costumávamos ter uma ótima relação. Por favor, não me afaste assim com essa expressão fria. Eu te garanto que, de agora em diante, vou prestar mais atenção aos limites para que isso não volte a acontecer. Por favor, não culpe o Norberto e não sinta raiva de mim, ok?

Tereza notou que ela já havia começado o show mais uma vez e que as pessoas ao redor estavam de ouvidos em pé para escutar a fofoca.

— Vocês são adultos, deveriam conseguir assumir a responsabilidade por seus próprios atos. Já que a situação aconteceu, arquem com as consequências em vez de virem aqui atuar no meu ouvido — disse Tereza de forma inexpressiva, olhando no fundo dos olhos de Hera.

A expressão de Hera travou por um segundo antes de ser dominada por uma vermelhidão no rosto.

— Não tenho tempo nem energia sobrando para me importar com esses assuntos ridículos — Tereza virou-se e fez um movimento para abrir a porta do escritório.

— Tereza... — Hera ainda tentou dizer algo.

— Se não houver mais nada relacionado ao trabalho, por favor, vá embora — cortou Tereza sem o menor pingo de simpatia.

Hera ficou parada ali, com o rosto cheio de decepção. Ela olhou para as pessoas ao redor que esticavam o pescoço para ouvir e, sem demonstrar outras emoções, virou-se e foi embora.

Tereza não esperava que a conversa que tivera com Hera na porta do escritório se espalhasse em diversas versões diferentes.

Em questão de dois ou três dias, os rumores voaram por toda parte, espalhando-se rapidamente.

— Você não sabe mesmo ou está fingindo?

— Realmente não sei.

Jessica logo resumiu os rumores que havia ouvido. O rosto sereno de Norberto finalmente deu espaço para um sinal de agitação.

— O gênio dessa Tereza está cada dia mais prepotente. Hera teve a iniciativa de ir falar com ela, e ela ainda a tratou com toda essa frieza. É um absurdo!

Norberto sentiu um aperto no peito e finalmente fez uma pergunta:

— Hera ainda não chegou?

— Já liguei para ela há pouco. Ela disse que não está se sentindo muito bem e que não vai vir hoje — Jessica comentou, cheia de compaixão.

— Ela explicou o que está sentindo? Não quer que eu mande um médico até lá para examiná-la? — indagou Norberto, mais uma vez.

— Não é preciso. Vou dar um pulo na casa dela depois do jantar. Só ficarei tranquila depois de vê-la com meus próprios olhos — Jessica negou com a cabeça.

Sendo assim, Norberto não tocou mais no assunto.

Quando Tereza chegou, era a hora exata da refeição. Ela sentou-se ao lado de Delfina e ajudou a servir a comida para a filha.

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