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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 174

Norberto sentou-se ao lado dela e a observava de vez em quando. Vendo que Tereza não tinha a menor intenção de lhe dar atenção, restou a ele comer em silêncio.

A velha matriarca analisou a mesa e, ao notar a ausência de Hera, sequer fez uma pergunta sobre ela.

Por outro lado, o olhar que Jessica lançava a Tereza estava carregado de um julgamento afiado e um desagrado cada vez maior.

No meio da refeição, os empregados serviram uma sopa de galinha encorpada e aromática. Após tomar um gole, Jessica correu os olhos pelo rosto de Tereza e disparou:

— Ontem à tarde, estava jogando cartas com algumas madames e acabei escutando umas fofocas desagradáveis. Tereza, você sabe de algo a respeito?

— Não sei — respondeu Tereza, negando com a cabeça enquanto a encarava.

— Disseram que há desarmonia dentro da Família Cardoso, que as cunhadas andam se desentendendo. Tereza, não estou querendo lhe dar um sermão, só espero que em público você proteja a reputação da Família Cardoso. Se houver algum aborrecimento, nós resolvemos de portas fechadas. Não é certo causar um escândalo por causa de coisas pequenas e insignificantes. Isso é um absurdo — A raiva de Jessica se condensou naquelas palavras.

A atmosfera na sala de jantar se tornou densa em um piscar de olhos. Delfina olhou para cima e encarou a avó, piscando os olhos inocentes:

— Vovó, por que você sempre diz que a minha mamãe está errada? Será que as outras pessoas nunca erram? Dá pra não ficar pegando no pé da mamãe toda hora? Se quiser brigar, brigue comigo, afinal, eu faço besteira todos os dias.

Jessica congelou. Aquela menininha esperta já sabia muito bem como defender a mãe, apesar de ser tão pequena.

— Delfina, você ainda é muito nova. Não se intrometa nisso — Apesar da fúria, Jessica jamais descontaria sua irritação na neta.

— De qualquer forma, não gosto quando você fala assim da mamãe. Fiquei triste e não quero mais comer! — Com isso, Delfina jogou o garfo de qualquer jeito na mesa, cruzou os bracinhos e, soltando um resmungo, virou a cara com um bico gigante.

Norberto olhou para a filha. De onde ele estava, aquele rostinho redondo e emburrado parecia o de uma criança saída de um desenho animado, permitindo-lhe ver apenas a curvinha da bochecha e os lábios fazendo bico. No fim das contas, a cena era até fofa.

Constrangida por um breve instante, Jessica precisou forçar um sorriso para aliviar o clima:

— Delfina, por que você está brigando com a vovó? A vovó já falou que não estava dando sermão na sua mãe, foi apenas um aviso...

— Minha mamãe não fez nada de errado. Ela é a pessoa mais inteligente de todo o mundo, ela nunca erra. E se tiver algum erro em tudo isso, a culpa com certeza é de outra pessoa, mas nunca da minha mãe — Delfina não tinha papas na língua. Depois de soltar todas aquelas verdades, ainda se virou para encarar Norberto:

— Papai, diz pra ela que eu estou certa!

Pego de surpresa pelo questionamento da filha, restou a Norberto rir e concordar:

— É, tudo o que a Delfina disse está certíssimo.

— Mas eu não mandei você dizer que eu estou certa, eu mandei dizer que a mamãe está certa! — Delfina ficou nervosa de vez.

Só então Norberto lançou um olhar profundo para Tereza e murmurou concordando:

— Ela também está certa.

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