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Sonhos Distantes na Mesma Cama: O Pedido Proibido romance Capítulo 176

— Tão tarde e ainda acordada?

Ele quebrou o silêncio, a voz soando um pouco rouca.

— Já vou dormir. — Tereza respondeu secamente, virando-se para abrir a porta do quarto principal.

Foi então que Norberto interveio, de repente:

— Aquilo que foi dito hoje no jantar na casa da família... não leve para o lado pessoal.

— Eu também já mandei o Eduardo cuidar dos boatos infundados que estão circulando pela empresa.

Tereza permaneceu imóvel, apenas rindo com desdém em seu íntimo.

Parecia que ele era especialista em limpar bagunças, e sempre o fazia de forma impecável.

Aquilo era para ser um consolo?

— Cuidar? — Tereza não suportava aquele tom casual; isso a remetia a episódios do passado, onde seus sentimentos eram apagados com um simples "já cuidei disso".

— Como o Diretor Cardoso pretende cuidar disso? Vai exigir que aqueles que elogiam a sensatez e a humildade de Hera peçam desculpas, ou vai mandar calar a boca de quem me chama de arrogante e fria?

Norberto franziu levemente a testa, captando a ironia nas palavras dela.

Ele deu um passo à frente, com a voz serena:

— Sinto muito, mas não posso fazer nenhuma das duas coisas. Porém... caso isso volte a acontecer, espero que você encontre uma maneira de resolver primeiro. Se a fofoca se espalhar, inevitavelmente afetará Delfina.

Tereza o observou em silêncio por um instante, antes de soltar um riso amargo:

— Norberto, na sua vida passada você devia ser um pedreiro, dada a sua habilidade em passar pano e tapar buracos.

O rosto belo de Norberto travou, e logo um calor sutil lhe subiu à face. Ele abaixou o olhar para o líquido na taça e sorriu de canto:

— Talvez.

Ao ver a expressão indiferente dele, o semblante de Tereza se endureceu:

— De agora em diante, ensine Hera a ter mais bom senso e não venha mais me causar problemas. Se ela agir de forma imprudente de novo, como fez desta vez, eu não serei nem um pouco complacente.

A respiração de Norberto claramente falhou por um segundo.

— No entanto, você tem razão. Por causa de Delfina, serei tolerante, mas minha paciência tem limites. — Após dizer isso, Tereza abriu a porta do quarto principal e lançou um olhar rápido para a pequena silhueta adormecida na cama.

Ainda sentia um aperto no peito. Naquele dia, à mesa do jantar, ela acabara discutindo com Jessica para se defender. Aquele temperamento forte da menina era igual ao dela; quando tinha razão, não abaixava a cabeça para ninguém.

Norberto sentiu um nó na garganta. Virou a taça de uma vez e voltou para o andar de baixo para se servir de mais uma dose.

Era a estação em que o frio dava lugar ao frescor das flores, e tudo voltava à vida.

No escritório da gerência geral da Apex Saúde, o sol da tarde entrava pelas janelas, e o ar carregava um leve e agradável perfume de flor de cerejeira.

A fragrância favorita de Hera.

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