Pá! O som agudo ecoou quando Tereza bateu a xícara de chá que segurava com força contra a mesa, instigada por aquelas palavras.
Podiam falar mal dela, mas não da sua filha.
— A culpa é da minha boca grande, Dra. Leal, por favor, não leve a sério. Eu bem que disse que essas fofoqueiras têm uma vida tão miserável que precisam se intrometer na família dos outros. — Ao ver o rosto de Tereza pálido de raiva, Kesia bateu levemente na própria boca com os dedos.
— Vou sair por um momento, Kesia. Obrigada por me contar tudo isso. — Tereza levantou-se e caminhou em direção à porta.
Tereza dirigiu-se diretamente para a copa. Antes mesmo de chegar à porta, ouviu pessoas cochichando de forma empolgada.
— Não brinca! A filha da Dra. Leal tem uma doença cardíaca congênita? É a primeira vez que ouço isso.
— Claro que é verdade. Esse tipo de doença é imprevisível. Mesmo com tratamento, não há garantia de que ela vá viver até a velhice, e há muitos casos em que simplesmente não tem cura.
— Shh, estou contando só para vocês, não espalhem. Se isso chegar aos ouvidos do Diretor Cardoso, estamos todas fritas.
— Se for verdade, o Diretor Cardoso tem mesmo muito azar. Quem não quer ter um filho saudável?
— É como dizem, quem tem um coração ruim acaba gerando um filho defeituoso...
Tereza encerrou a gravação no celular e atravessou a porta.
Havia uma xícara de café meio cheia abandonada sobre o balcão. Tereza não hesitou; pegou-a e atirou o líquido diretamente no rosto da supervisora que mais gostava de espalhar veneno.
Ela fazia parte da equipe de Hera Lopes, e Tereza tinha todos os motivos para suspeitar de que havia sido ela a iniciar aquele boato.
— T... Dra. Leal. — As pessoas presentes entraram em pânico ao ver Tereza e rapidamente começaram a debandar como pássaros assustados.
— Dra. Leal, por que jogou isso em mim? — questionou Elvira, a supervisora, tentando conter a fúria sob as manchas de café escuro que escorriam por seu rosto.
— Porque você tem uma língua venenosa. — Tereza a encarou com frieza.
— Eu... — Um pânico súbito tomou conta de Elvira, e seu rosto empalideceu.
— Vermes como você só servem para contaminar o ambiente da empresa. Talvez a pessoa que realmente devesse ir embora seja você. — Tereza virou-se para sair.



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